Quarta - 08/09/2010 - 12h03

O marketing de Aluízio e Carlos Lacerda 50 anos depois

O marketing de Aluízio Alves, 50 anos depois, continua dando "filhotes".

Temos aí o "Expresso 25", carreatas, passeatas, comícios-relâmpagos; simbologias em gestuais, cores, jingles etc.

Mas ninguém é Aluízio Alves. Não há similar ou nada parecido na história política do Rio Grande do Norte.

E olha que hoje vivemos um tempo muito diferente daquela época, com a comunicação online, cibernética, os mais diversos recursos na propagação de imagem e mensagens diretas e subliminares.

Aluízio também não nasceu do nada. Além da vocação, de ser um "bicho político" em essência, foi moldado por velhas raposas do meio.

Seu marketing, por exemplo, em parte nasceu da "costela" de Carlos Lacerda, gênio político e de cultura incomensurável.

Jornalista (como Aluízio), deputado federal (como Aluízio) e governador do extinto Estado da Guanabara, Lacerda utilizou meios alternativos e soube usar a imprensa tradicional à época (rádio e jornal), além da emergente TV. Eram canais à propagação de sua voz elouquente. 

Trem, caminhão, comício-relâmpago, cadeia de emissoras de rádio e principalmente a poderosa retórica foram, com Carlos Lacerda, armas poderosíssimas à conquista do voto e íteis no duelo com adversários. Com Aluízio, também.

Eram amigos, companheiros de bancada na Câmara Federal. Integravam a UDN (União Democrática Nacional), partilharam da criação do jornal Tribuna da Imprensa no Rio de Janeiro e fizeram história.

Portanto é compreensível que até hoje continuem influindo e influenciando em termos de política, marketing e comunicação em si.

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Terça - 07/09/2010 - 10h39

A "metrópole" ensanguentada


A "Metrópole do Futuro", segundo Mossoró foi denominada há poucos dias pela revista "Veja", deu uma demonstração patente de que está a caminho de "honrar" esse epíteto.

Expôs o outro lado da moeda do crescimento: a barbárie. As vísceras de uma sociedade em desequilíbrio, que não sabe a diferença técnica e humana entre crescimento e desenvolvimento.

Ontem (segunda, 6) seis cadáveres deram entrada no Instituto Técnico e Científico de Polícia (ITEP). Todos resultado de eliminação à bala.

A Polícia Militar matou três fugitivos da Cadeia Pública; um jovem viciado em drogas foi executado no Santa Delmira e pai e filho foram eliminados no bairro Santo Antônio, provavelmente por vingança.

O futuro é hoje.

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Segunda - 06/09/2010 - 21h54

O político e o "milagre", às vezes, do marketing


Marqueteiros costumam, com exceções, incensar a própria importãncia. Porém o mais importante mesmo é o bom candidato e suas costuras políticas.

Marketing suplementa, fermenta, encolhe-estica, mas não faz milagre. Às vezes consegue feitos extraordinários, mas nunca "milagres" continuados.

Um dia a máscara cai.

Em Minas Gerais, Hélio Costa (PMDB) anda puto da vida com Duda Mendonça; a patota de Serra estrila com seu marketing, a quem acusa pela queda livre.

É sempre assim.

E os candidatos?

As alianças formadas? As costuras de apoios? A pré-campanha? Nada disso pesa no resultado final da própria campanha até às urnas?

Como diz a velha filosofia política, "jogo é jogo e treino é treino".

Quando tudo funciona bem, é o marketing que se apresenta para ganhar a fama; se as coisas andam mal, ele também é culpado.

Nos dois casos, a generalização é um pecado crasso.

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Segunda - 06/09/2010 - 16h01

Câmara Federal tem nomes virtualmente eleitos


Pelos números da terceira pesquisa Instituto Start/Correio da Tarde/Fiern (veja mais abaixo), a disputa à Câmara federal praticamente consolidará a atual bancada.

Mas deverá surgir alguma surpresa.

Fundamental, que para qualquer análise e debate sobre o tema, sejamos esclarecidos de que essa é uma disputa  proporcional e não majoritária. Ganha-se em bloco  na soma com outros postulantes e não de forma individual.

Pode ocorrer que alguém com boa intenção de votos termine fora, graças ao acúmulo de votos de sua aliança/coligação, deixando para trás outro nominalmente mais votado.

Também é importante salientarmos que a pesquisa para cargos proporcionais normalmente tem profunda margem de erro. Só com o cruzamento de informações numéricas por regiões/municípios e levantamentos de outros dados, que se agregam, podemos reduzir essa hipótese.

Com base nos números expostos pelo Start, em que João Maia (PR) surge com 8,6%, Henrique Alves (PMDB) com 5,3%, Paulo Wagner (PV) com 3,1% e Rosy de Sousa (PV) com 0,3%, a aliança PMDB-PR-PV caminha para fazer três deputados.

João, Henrique e Paulo Wagner despontam como vitoriosos.

Na coligação encabeçada pelo binômio PT-PSB, a deputada Fátima Bezerra (PT) - e  seus 7,6% - aparece com chances de fazer seguramente dois deputados e brigar  pelo terceiro.

Fátima, virtual reeleita, briga para ser campeã de votos.

Sandra Rosado (PSB) -  com 1,2% - tem boas chances de reeleição também. O vereador Adenúbio Melo (PSB) - com 0,7% - pode surpreender? Pode. Há tempo e votos à disposição para isso.

Wober Júnior (PPS) está distante com 0,5%. A princípio, não estaria no páreo.

Os atuais deputados federais Fábio Faria (PMN)- 5,9% -; Felipe Maia (DEM) - 5,5% -; Betinho Rosado - 2,8% - e Rogério Marinho (PSDB) com  2,2% (todos na oposição), na aliança "Força da União", travam uma disputa diferenciada internamente.

Fábio e Felipe estariam reeleitos. Rogério e Betinho duelam pela terceira vaga, pois é pouco provável - hoje - que essa coligação faça quatro deputados federais.


Quem levará a melhor?

Se Rogério Marinho estiver espraiado em áreas com maior densidade eleitoral, tende a deixar Betinho para trás. É uma tendência, mas não é um fato insofismável.

Então, por essa análise fria e ainda distante das urnas, quem seriam os eleitos?

João Maia (PR), Henrique e Paulo Wagner; Fátima Bezerra e Sandra Rosado; Fábio Faria, Felipe Maia e Rogério Marinho.

Volto a assinalar que essa é uma avaliação de momento e com base em dados ainda insuficientes, em face da complexidade que envolve uma disputa proporcional.

É isso.

Aproveite e faça você também suas análises, debata e estude o assunto.

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Segunda - 06/09/2010 - 13h16

Sexo, às vezes...


A geração "Sexo, Droga e Rock and roll" mudou com o tempo.

Chegou à fase "Sexo, às vezes; droga, nunca mais; rock and roll, sempre".

Mesmo que muitos mintam sobre os dois primeiros, com a ajuda azul-piscina de uma droga: o Viagra.

Pode apostar.

Que assim seja!

Nota do Blog - Só para lembrar: hoje é o "Dia do Sexo", mas não necessariamente do amor.

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Sexta - 03/09/2010 - 11h27

A um mês da vitória ou do fracasso


Para quem gostas de números, datas e medir distâncias, é bom se fixar no dia de hoje: 3 de setembro.

Estamos exatamente a um mês das eleições de 3 de outubro.

Tempo para arrancada final à vitória ou ao fracaso.

O tudo ou nada.

Estratégias e determinação - além de ações inconfessáveis - são todas despejadas agora em toda sua força.

Realmente a sorte está lançada. "Não há mais pontes atrás do Volga, como diriam os alemães."

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Quinta - 02/09/2010 - 10h40

O perigo do poder sem limites


O uso da Receita Federal para esmiuçar a vida fiscal de pessoas ligadas a adversários, como estamos testemunhando nos últimos tempos, nos leva ao passado.

Um passado baseado no poder da força, da força ilimitada. É uma ameaça ao Estado Democrático de Direito, por mais que muitos prefiram tratar a questão de forma passional, apenas como um episódio de campanha eleitoral.

Existem sinais claros de que o Estado está sendo aparelhado para intimidar, garrotear e desnudar a vida de qualquer pessoa física ou jurídica. Quem não é aliado, é inimigo.

Esse novo episódio, que envolve Verônica Serra, filha do candidato oposicionista José Serra (PSDB), é nauseante.

Difícil acreditar que tenha sido ato isolado. Porém é pouco provável que as "investigações" cheguem aos verdadeiros mandantes.

Todo brasileiro consciente, o que é uma minoria, precisa estar atento à tamanha violência.

Num país de democracia mais consistente e respeito ao cidadão, o secretário-geral da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, já teria sido demitido.

Toda ditadura é, por si só, imunda e desqualificada moralmente. Tanto faz de esquerda ou direita. Até porque em termos de métodos arbitrários, uma não difere em nada da outra.

Vice-presidente da República do regime Costa e Silva, o civil Pedro Aleixo foi a única voz - no governo - contra o Ato Institucional número 5, o AI-5, que recrudesceu a ditadura.

Em reunião ocorrida no dia 13 de dezembro de 1968, em que era lapidado o texto final do AI-5, sua posição foi questionada por uma autoridade verde-oliva:

- O senhor não confia no presidente, nos generais?

- Confio. O que me preocupa é o soldado da esquina - teria ponderado ele.

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Quarta - 01/09/2010 - 17h07

Paulo Wagner vira "esteira" para mais um sonho oligárquico


Há fortes indícios de que o vereador em Natal, Paulo Wagner (PV), candidato a deputado federal, caiu no "conto do verde-que-te-quero-Paulo".

Sua postulação está sendo torpedeada por "fogo-amigo".

A orquestração tem objetivo mais do que fácil de entender: o seu crescimento não pode ser meteórico e de êxito. É preciso que sirva a outro propósito, ou seja, ajudar na eleição de Rosy de Sousa (PV), irmã da prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV).

Paulo andou resmungando, pedindo respeito a seus espaços e apoio. Mas é pouco provável que seja ouvido.

Na aliança firmada entre a prefeita com os deputados federais Henrique Alves (PMDB) e João Maia (PR), na pré-campanha, Paulo entraria para fazer "esteira", ou seja, complementar votação da chapa federal formada por PV, PMDB e PR.

O que Paulo Wagner não esperava é que em vez de ser ele o nome preferencial e, viável, do PV, aparecesse a homologação do nome de Rosy. Ela não está na campanha para fazer número e, sim, ser eleita.

A estimativa nos intramuros do PV, é que Paulo precisa ser freado, para dar passagem à Rosy. Assim tem sido feito.

A velha lógica da elite política repete-se: os "Sousa" querem ganhar musculatura. Tiraram Paulo de uma eleição certa e fácil à Assembleia Legislativa, para colocarem MIguel Weber (PV), marido de Micarla.

Jogaram Paulo para federal, com a missão de empilhar voto para eleger outros, não necessariamente para ser eleito.

A política do Rio Grande do Norte muda e muda para continuar se renovando em casa, em família.

É possível Paulo ser eleito à Câmara Federal, mesmo assim?

É. Depende da massa eleitora, que ele soube catalisar como ninguém, através da TV.

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Terça - 31/08/2010 - 11h30

Pio X e Doutor Zé Júlio correm por fora como "azarões"


Dois candidatos novos na disputa por vagas, à Assembleia Legislativa, estão alterando o cenário de disputa no Médio e Alto Oeste do Rio Grande do Norte.

Pio X (PSB) e Zé Júlio (PT) têm nítido crescimento na região. Ao mesmo tempo vêm procurando pontuar fora desse contexto geopolítico.

No mínimo, já tornaram a corrida eleitoral mais emocionante, sobretudo porque afetam candidaturas tidas como mais encorpadas, como dos deputados estaduais Getúlio Rego (DEM) e Raimundo Fernandes (PMN), além do novato Gustavo Fernandes (PMDB) - filho do ex-deputado estadual Elias Fernandes (PMDB).

Ex-prefeito de Luís Gomes, Pio trabalha candidatura em mais de 20 municípios.

Zé Júlio, ou "doutor Zé Júlio", médico e ex-prefeito de Antônio Martins, faz o mesmo. Contudo por sua atuação na área de saúde e prefeitura, não se prende apenas ao eleitor partidário-petista e ideológico.

Ambos, Pio e Zé Júlio, seriam azarões. Aos olhos dos que melhor conhecem a política regional, Getúlio, Raimundo e Gustavo continuam como favoritos.

As próximas semanas prometem muitas emoções nesse sertão de meu Deus.

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Sexta - 27/08/2010 - 10h37

Quem será o próximo "vice-rei" do Rio Grande do Norte?


Em conversa com pessoas que costumam analisar a política potiguar, ouço especulações sobre eleição para presidência da Assembleia Legislativa.

Há quem aposte que o atual presidente e candidato a vice-governador, Robinson Faria (PMN), continuará dando as cartas a partir de janeiro de 2011. Isso, lógico, se for eleito ao lado da atual senadora Rosalba Ciarlini (DEM), para governar o Estado.

Não penso assim.

Vejam o exemplo do ex-presidente da mesma Casa, Álvaro Dias (PDT).

Álvaro foi o vice-rei do Rio Grande do Norte enquanto geria a AL. Eleito deputado federal, foi rapidamente substituído por Robinson Faria (PMN), que passou a comandar esse poder com poderes supremos e inquestionáveis.

O deputado federal Álvaro Dias foi obrigado a descer a "patente" em 2006, se candidatando a deputado estadual, outra vez. Foi eleito.

Com Robinson, não deve ser muito diferente. Como vice-governador, caso seja eleito, terá pouquíssima área de manobra para influir ou mesmo mandar em eleição interna da Casa e seus destinos.

Bom não esquecer, que numa provável vitória de Rosalba, Robinson será tão-somente vice-governador. A caneta e a chave do cofre estarão na Governadoria.

Fora essa rápida análise, é bom que fiquemos atentos a um pequeno detalhe: no meio do caminho tem uma eleição, tem uma eleição no meio do caminho.

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Quinta - 26/08/2010 - 11h32

Ratos e conspiradores na corte da Vitória do Povo


A crise de coabitação na "Vitória do Povo" lembra a atmosfera típica de uma corte medieval.

Todos conspiram contra todos, todos são suspeitos e ninguém merece confiança absoluta.

A perfídia é uma regra.

O perigo é que adiante, se não houver saneamento dessa barafunda, essa coligação se transforme num galeão a pique.

E, como ensina a sabedoria dos sete mares, os ratos são os primeiros a deixar o porão.

O candidato governista Iberê Ferreira (PSB) que se cuide.

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Quinta - 26/08/2010 - 09h58

Verdades e mentiras sobre pesquisa a cargo proporcional


É confiável uma pesquisa que tenta identificar preferência popular a deputado estadual e deputado federal?

Tenho ouvido essa indagação com regularidade.

Há muita desinformação sobre o assunto e a partir daí, uma onda de interpretações equivocadas ou juízo de valor estapafúrdio.

Vamos lá.

As pesquisas para cargos proporcionais costumam ter enorme margem de erro.

Por quê?

Devido às muitas variáveis que a alcançam, comprometendo índice de acerto quanto a eventuais eleitos. Fundamental que fique clara uma profunda diferença para as sondagens relativas aos cargos majoritários - governo, Senado, por exemplo.

Na majoritária, vale o mais votado, em disputa direta contra os adversários. Só isso.

Já na proporcional há componentes como o voto de legenda. A briga é mais interna (dentro de coligações ou partidos) do que contra  adversários de outro partido-aliança. E ainda temos os efeitos do quociente eleitoral em cada coligação ou partido que tenha chapa em faixa própria.

Às vezes quem aparece num primeiro lugar para deputado, pode terminar de fora nas urnas.

Para se ter uma estimativa menos insegura quanto ao comportamento de cada candidato, é necessário o cruzamento de dados por regiões, municípios etc., aquilatando o peso de cada manifestação de voto dada através da pesquisa.

Alguém pode aparecer com 3% em Encanto e isso refletir na pesquisa geral, lhe dando o primeiro lugar. Entretanto, outro candidato pode surgir com 0,5% de intenções de voto só em Natal e ser eleito, porque o colégio eleitoral da capital é infinitamente maior do que o de Encanto.

As pesquisas para cargos proporcionais ajudam a enxergar o todo, mas não costumam ser consistente quando vistas apenas em seus números secos.

É isso.

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Quarta - 25/08/2010 - 04h06

O reflexo dos programas eleitorais e as pesquisas


Alguns webleitores e interlocutores, ao vivo, perguntam-me qual o efeito do "palanque eletrônico" na atual campanha até aqui.

Mais: indagam se essas pesquisas mais recentes são capazes de detectar movimentos nas aspirações do eleitor, a partir dos programas eleitorais em rádio e TV.

Vamos lá.

Primeiro: a TV/rádio continuará sendo a principal força de propagação das mensagens e novidades nesta campanha.

Sem dúvidas que há um crescimento e influência impressionantes, em se tratando de Internet. Contudo, ainda longe da grandiloquência de massa da TV, principalmente.

Contudo, pondero, que a Internet tem a capacidade de criar círculos concêntricos, gerando ondas continuadas de informação, formando opinião e instigando o debate.

Segundo: as pesquisas divulgadas nesses últimos dias não devem refletir eventuais reações do eleitor aos programas em rádio e TV, o denominado "palanque eletrônico".

Só devemos sentir uma resposta mais nítida adiante. Mesmo assim, é fundamental que os programas ofertem novidades, "fatos novos" ou saiba requentar antigas polêmicas etc.

Burocráticos e esteticamente cansativos, eles pouco vão acrescentar à preferência do eleitor. Como qualquer outra "atração" televisiva, o programa eleitoral precisa provocar o apetite do telespectador. Tem que ser instigante, aguçar os sentidos.

É isso o que disserto sobre os questionamentos recebidos, sem a pretensão de tornar esses pontos de vista uma verdade absoluta.

É apenas para ajudar no debate.

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Segunda - 23/08/2010 - 10h22

Lixo e lanche medem preferência popular


Nada como andar nesse mundão de meu Deus, para ter a real impressão de uma campanha eleitoral. Esse chão aí fora é que nos oferece a melhor das pesquisas.

Ao mesmo tempo, nos deparamos com a verve e a sabedoria popular, enriquecendo o folclore e a história política.

Em Pau dos Ferros, por exemplo, puxei prosa com vários pessoas do povo para sentir o termômetro da disputa eleitoral.

Descobri que lixo e lanche servem para identificar dimensão de mobilizações.

Pela quantidade de lixo recolhido e venda de ambulantes, é possível perceber quem estaria com maior capacidade de aglutinar gente.

Nota do Blog - O velho líder Vingt Rosado tinha alguns parâmetros e instrumentos de aferição para medir uma campanha.

Se juntava bêbado e mexia com a naturalidade da criança, o candidato ia muito bem.

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Sexta - 20/08/2010 - 12h52

Quadro de pesquisas mostra algumas evidências

Algumas impressões podem ser facilmente apresentadas, após a segunda rodada de pesquisas do Ibope no Rio Grande do Norte.

O que parece nítida, é uma separação da disputa paroquial da contenda nacional. O eleitor mistura seus votos à vontade, sem se imiscuir em hipotéticas alianças e supostas verticalizações de apoios.

Também é balela o discurso de "voto casado" ao Senado e chapa ao Governo, na coligação "Força da União".

Enquanto Rosalba Ciarlini (DEM) possui 46% de intenções de voto, seu companheiro de partido e candidato à reeleição ao Senado, José Agripino (DEM), empalma 51% e o também senador Garibaldi Filho (PMDB) como de todos os lados, atingindo os 60%.

Wilma de Faria (PSB) corre por fora. Pelo visto, ela e Agripino vão concorrer à segunda vaga.   

O segundo turno ao Governo está por um triz. São apenas 8% separando Rosalba Ciarlini dos demais adversários e, por conseguinte, de uma nova eleição.

É ainda translúcido, que Iberê Ferreira experimenta crescimento contínuo e Rosalba uma estabilidade em alta, mas sem fôlego - nesse momento - para cantar vitória suprema no primeiro turno. Terá que mostrar muito mais arranque na reta final.

O quadro está definido. Não.

A soma de Iberê e Carlos Eduardo Alves, mantendo esse crescimento, um como sublegenda do outro, empurra a competição para o imprevisível segundo turno.

Vamos ver o que os aguarda até lá.


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Domingo - 15/08/2010 - 14h41

"Bolha" favorável pode levar Rosalba a vencer no 1º turno


Segundo a pesquisa Ibope/Fiern divulgada ontem pela InterTV Cabugi (veja postagens mais abaixo), a disputa ao Governo do Rio Grande do Norte pode ser concluída em apenas um turno.

Os números apontam nessa direção.

Conforme os dados levantados entre os dias 10 e 12 deste mês, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) abocanha 48% das intenções de votos, contra 20% de Iberê Ferreira (PSB) e 12% de Carlos Eduardo Alves (PDT).

Na soma dos adversários mais expressivos com os chamados "nanicos", só se chega a 34%.

Rosalba possui uma dianteira de 14%.

Seus concorrentes têm 49 dias para cumulativamente ultrapassar a senadora mossoroense.

A mesma pesquisa mostra, ainda, que independentemente de quem seja sua preferência, 51% dos ouvidos disseram acreditar na vitória de Rosalba, 17% em Iberê e apenas 8% em Carlos Eduardo.

Ou seja, além da maioria numérica das intenções de voto Espontânea-Estimulada e menor rejeição, a senadora tem mais essa "bolha" favorável, que produz  atmosfera ainda mais otimista à sua postulação.

Sua consistência se agiganta, quando o mesmo Ibope mede a aceitação do Governo do Presidente Lula em cima de 87%. Mesmo apoiando Iberê e o próprio Carlos Eduardo, até aqui Lula não tem conseguido frear a preferência por Rosalba.

O eleitor separa a disputa presidencial da peleja paroquial. Conscientemente.

A tarefa que o governismo tem pela frente não é apenas de levar a competição para o segundo turno. A missão hercúlea é espocar essa bolha.

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Domingo - 15/08/2010 - 12h52

Pesquisas e polêmicas aqui e em outras plagas


A 49 dias das eleições em seu primeiro turno, o Rio Grande do Norte já possui uma série de informações técnicas sobre o comportamento do eleitor, em relação aos candidatos disponíveis. Sobram pesquisas.

Entretanto não é coerente, apesar de normal que ocorra, se avaliar pesquisa de um instituto em comparativo com outro. É válido, mas não sensato.

Vox Populi, Start, Gama, Ibope, Certus... enfim, divulgaram sondagens registradas,  que em tese aferem o cenário das disputas ao Governo, Senado e Presidência da República. Cada um com seu método próprio, além de números em particular.

Nos EUA, algumas grandes cadeias de TV fazem comparativos com uso de conceito de média entre pesquisas dos vários institutos. É o comum por lá.
Seus editores compilam dados, cruzam informações e com o auxílio de estatísticos, passam aos telespectadores uma síntese desse apanhado.

Assim reduzem sobremodo os vácuos e oscilações, que costumam tumultuar o entendimento das intenções de voto.

A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) tem discutido a questão da credibilidade do trabalho de suas associadas. Esse modelo que ganha corpo nos Estados Unidos também vem sendo debatido.

No Brasil, continuamos assistindo a contratação de pesquisas que muitas vezes são pagas por patrocinadores, que apenas ocupam espaço à divulgação  em jornal, TV ou conglomerados de comunicaçãos. Não faltam ainda casos de financiamento camuflado, com dinheiro vindo de partidos e candidatos.

Vale lembrar, que a divulgação de pesquisa fraudulenta é crime. No Brasil, é punível com detenção de seis meses a um ano, além de multa que varia de 53.200 reais a 106.400 reais.
 
Nos Estados Unidos, também existem polêmica e questionamentos até judiciais sobre resultados de pesquisas. Em toda disputa eleitoral o lengalenga é praticamente o mesmo que ocorre no Brasil. E, da mesma forma que acontece aqui, a cada pleito outra vez os institutos de pesquisas estão lá, sempre muito requisitados.

Pelo visto, a polêmica é da natureza das pesquisas, aqui e em outras plagas.

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Sábado - 14/08/2010 - 17h06

O exército de comissionados e a campanha estatal


Quando a política brasileira banirá a utilização desenfreada e descarada de cargos comissionados como moeda eleitoral? Quando?

Do Estado Federal aos estados federados, passando pelos municípios, o costume é o mesmo. É algo cultural e cínico, herança de além-mar, desde os tempos da Coroa Portuguesa.

Tanto faz ser governo do DEM como do PT, a prática não muda. Parece existir uma sórdida competição para saber quem é mais pusilânime no uso do dinheiro alheio, que transforma servidor público em cabo eleitoral estatal.

A cada nova gestão é uma enxurrada de portarias com exonerações. É uma porta que  se fecha para uns, ao mesmo tempo em que se abre para outra multidão.

A Prefeitura de Mossoró chegou a ter mais de 3 mil cargos comissionados. Hoje são bem menos, mas os números ainda são imprecisos e inconfiáveis. Podem ser 1,5 ou um pouco menos. Quem sabe?

Em Brasília, o Governo do Distrito Federal na era José Roberto Arruda (DEM) tinha 18.368 vagas comissionadas para distribuir a pessoas que bem entender. No caso do Governo Lula são 21.008 cargos comissionados, distribuídos por todo o país.

O Governo da República da França tem pouco mais de 4,5 mil cargos comissionados em todo o seu território. No gigante Estados Unidos da América, a partir de Washington os cargos de confiança são cerca de 5 mil.

Quem tem coragem de mexer nesse vespeiro? Quem tem coragem de prometer em campanha e cumprir, caso eleito, uma limpeza nessa pouca vergonha?

E ainda tem quem defenda a instituição do "financiamento público de campanha".

Pobre Brasil!

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Sexta - 13/08/2010 - 14h45

O que vejo do debate que não vi


O debate Band/Diário de Natal à noite de ontem, com cinco candidatos a governador do Rio Grande do Norte, tem uma repercussão muito residual, pouco mais de 12h depois de realizado.

Na mídia convencional ou na Web, nada de mais relevante.

No meio político, também ninguém enxerga qualquer "fato novo" a mexer com o quadro de disputa.

Confesso-lhe que não vi o debate iniciado às 22h dessa quinta (12).

As impressões que colhi, a partir de observações de algumas fontes que acompanharam o confronto, atestam o que não vi: o debate teve escassos momentos de aproveitamento.

Como franco atirador, Sandro Pimentel (PSOL) foi pro ataque em todas as direções, chegando a ser deselegante ao tratar sobre a saúde do governador Iberê Ferreira (PSB).

Os demais candidatos entraram em atalhos e usaram escapismos verbais para fuga direta de respostas.

Ou seja, tudo previsível.

Debate sempre é válido. Contudo, na maioria das vezes as regras são draconianas, comprometendo a essência da iniciativa, que é produzir uma dialética aberta sobre temas importantes.

A culpa necessariamente não é de quem o promove. É apenas parte da responsabilidade. De modo majoritário, os próprios candidatos tratam de amarrar a discussão de forma prévia, na aprovação das normas. Ali fecham a porta contra eventuais embaraços durante o programa.

Boa performance em debate pode ajudar no resultado final de campanha. Porém o mais importante é evitar "saia justa". Um deslize pode ter efeito dominó, causando muitos estragos.

No geral, cada candidato prepara-se com sua assessoria para o pior. Cada candidato sabe o que lhe incomoda e o que não tem resposta convincente. A partir daí, seus cuidados especiais se concentram na utilização de artifícios para escamoteamento de respostas e despiste da verdade.

Alguns são craques no contorcionismo de palavras. Sempre respondem com evasivas a questões comprometedoras. Assim, o tempo passa e o telespectador-ouvinte fica com a impressão de que perdeu tempo precioso acompanhando um mero faz-de-conta.

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Quarta - 11/08/2010 - 10h08

Para não esquecer Aluízio Alves


Hoje (quarta, 11 de agosto) não é apenas Dia do Estudante, do Magistrado e do Advogado. Se estivesse vivo o ex-governador Aluízio Alves faria 89 anos.

A maior expressão política do Rio Grande do Norte, com projeção nacional, ex-deputado federal, ex-governador, ex-ministro de Estado duas vezes, bacharel em direito, escritor, era também um jornalista emérito.

Aluízio faleceu no dia 6 de maio de 2006.

Começou sua vida pública ao ser eleito deputado federal constituinte em 1945, pela União Democrata Nacional (UDN), em grupo liderado por Dinarte Mariz. A partir daí, colecionou vitórias e derrotas e protagonizou alguns dos momentos mais interessantes da vida política do Rio Grande do Norte.

Sobre Aluízio Alves tenho várias passagens marcantes. A partir de minha infância. Em minha família, o "aluizismo" era mais do que uma tendência política: era paixão.

Em 2001, articulei o lançamento do seu livro "O que não esqueci" em Mossoró, na Estação das Artes. Oportunidade que não sai de minha memória. Discursei o saudando, quando tracei síntese de sua história.

Em outras ocasiões, ouvia-lhe do outro lado da linha telefônica a me fazer perguntas. "Diga-me as novidades. Quero lhe ouvir".

Puxava o tema de sempre: política. Minhas impressões eram puerís, claro. Valia, sim, sua visão macro sobre o tema, alimentando bate-papo prazeiroso.

Redator-chefe da Tribuna da Imprensa do Rio de Janeiro, jornal dirigido pelo célebre Carlos Frederico Werneck de Lacerda, era a única pessoa com força para barrar suas erupções verbais.

"Peça a DBS para dar uma revisada", dizia Lacerda ao passar seu artigo do dia à redação. "DBS" fora uma sigla que criara para julgar Aluízio: "Departamento do Bom Senso". 

Aluízio faz falta ao RN.

Veja AQUI dados biográficos de Aluízio Alves.

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Terça - 10/08/2010 - 19h38

A linguagem de cada um na disputa ao Governo


Rosalba Ciarlini (DEM) faz campanha para transformar a disputa nao Governo do Estado num duelo paroquial;

Iberê aposta na nacionalização do debate e vinculação com Lula/Dilma. Roussef ( PT);

Já Carlos Eduardo Alves (PDT) tenta provar ser bom gestor, mas com cuidado para não melindrar bloco de Iberê Ferreira.

Essa é a linguagem basilar da disputa até aqui, que se transportará para o "palanque eletrônico" (rádio e TV) em cores mais vivas, a partir do próximo dia 17.

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Sexta - 06/08/2010 - 21h28

O argumento e o argumentador nas pesquisas eleitorais

Com essa enxurrada de pesquisas e números para quase todos os gostos, a ordem é desqualificar. A qualquer custo.

Mais do que números, movimentos orquestrados e espontâneos partem à desqualificação das empresas responsáveis pelo trabalho ou de suas contratantes.

Quase ninguém para para discutir os dados das sondagens eleitorais.

Assim, de algum modo, todos nós estamos sem razão.

È como aquela máxima de Paulo Valéry: "Quem não pode atacar o argumento ataca o argumentador."


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Quinta - 29/07/2010 - 16h54

Fim do radicalismo e a "Era do cinismo"

Depois do "fim do radicalismo" com a união PMDB/PFL em 2006, chegamos à "era do cinismo" com a campanha 2010.

Ninguém é de ninguém. Nem verde nem encarnado. Nem barurau nem bicudo.

Modelo político vigente está esgotado.

Pior é que apesar de vivermos a reta final de um ciclo, não sabemos nada do posterior. Pode ser muito pior.

Responsável constitucional por qualquer reforma política, o Congresso Nacional não a promove.

Por quê?

Simples: se assim agir, boa parte de seus componentes será expurgada.

O modelo atual privilegia oligarcas, plutocratas, lobbystas e outras faunas com visão reducionista, espoliadora, excludente e patrimonialista da política.

Poda vocações, limita espaço para forças alternativas, inibe a influência de minorias e produz o desinteresse nos jovens.

Mudar não é fácil. Temos ainda um longo caminho a percorrer.


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Quarta - 28/07/2010 - 03h50

O sonho Rosado da união em torno de Larissa em 2012

Alguns webleitores perguntam-me e cobram-me análise sobre uma hipotética candidatura à Prefeitura de Mossoró, em 2012, da atual deputada estadual Larissa Rosado (PSB). 

Há uma corrente de pensamento que considera factível e "acertado" acordo para que a parlamentar seja candidata de consenso no clã Rosado, com apoio do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) e senadora Rosalba Ciarlini (DEM).

O que penso?

Vamos lá.

A reunificação dos Rosado é possível e previsível, mas não para agora.

Por quê?

O que pode tornar necessária a união, é uma ameaça comum, em termos de política e hegemonia no poder local.

A princípio, não há nada e ninguém com essa robustez para ser avaliado como um perigo iminente aos Rosado.

Os Rosado do A e do B deverão continuar em separado na política mossoroense em 2012. De um lado, Carlos Augusto/Rosalba; do outro, a deputada federal Sandra Rosado (PSB), prima de Carlos e da própria Rosalba.

Há hoje entre eles um nítido pacto de "não-agressão". Por quê? Porque é benéfico para os dois lados neste momento. Adiante, talvez não.

O grande problema que os verdadeiros políticos da família Rosado administram na atualidade, com enorme dificuldade e paciência de hindu, é a facção da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM). Esse é o gargalo.

Sandra a "criou" em 2000, colocando-a para concorrer à Prefeitura contra Rosalba Ciarlini. Em 2002, Carlos Augusto cooptou-a e a seu braço familiar, para em 2004 e 2008 fazê-la prefeita de Mossoró.

Fátima e sua patota fugiram ao controle de Sandra e tornaram-se arredios a Carlos. Sua autonomia, sustentada pela Prefeitura de Mossoró, deu prejuízo as duas partes.

Sandra perdeu a prefeitura em 2000 e fez nasceu uma nova adversária popular; Carlos entregou uma prefeitura que esperava mandar, indiretamente, pois sabia que Fátima não tinha condições de gerenciar o município e achava que recorreria a ele.

Além disso teve a cunhada Ruth Ciarlini (DEM) e o irmão Betinho Rosado (DEM) derrotados à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal em 2006.

Como se vê, até agora, mesmo não sendo do ramo, a facção de Fátima, a "Fafá", está no lucro.

Larissa Rosado apoiada por Carlos e Rosalba em 2012? Larissa não é Fafá e Sandra Rosado não é Gustavo Rosado (PV), irmão da atual prefeita.

Mãe e filha são do ramo. Carlos, que já cometeu o deslize de entronizar a prima Fátima no poder duas vezes, sabe que se repetir o erro será banido de vez da vida pública.

Levar surra em beco sem saída, uma vez, é azar; a segunda é pura burrice.

Carlos Augusto não me parece um asno.

Foto: (Acervo do Blog do Carlos Santos, Junho de 2010) - Os primos e "adversários" Carlos Augusto e Sandra Rosado cochicham e só às paredes confessam o que tratam.


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Domingo - 25/07/2010 - 23h21

Impressões iniciais de uma campanha ainda indefinida

Acompanhei algumas mobilizações políticas à semana passada. Do governismo à oposição.

No contato com populares, militantes políticos, áulicos e lideranças, o comum foi ouvir uma pergunta: "O que você está achando da campanha?"

Nas conversas informais, através de e-mails ou mesmo com uso de telefones, a indagação é repetida ao infinito.

Vamos lá.

Que campanha? Na prática, temos ainda movimentações esparsas, ações pontuais, além de uso ostensivo - e de pouca criatividade - das mídias convencional e virtual.

A olho nu, não há nada que justifique um crescimento meteórico de qualquer candidato ao governo e Senado. Da mesma forma que não vejo ninguém em queda livre.

As pesquisas tendem a mostrar algumas acomodações naturais, decorrentes da própria dinâmica da luta eleitoral. Aos poucos o eleitor vai sendo tirado da inércia e do alheamento, proporcionando modificações do quadro até então conhecido.

Entretanto quero explicar, que minhas observações são empíricas. Derivam de análise pessoal, decorrente de instrumentos como a experiência e informações colhidas aqui e alhures.

Não possuo pesquisas à mão para efetivamente me nortear.

Contudo acho cedo para qualquer candidato cantar vitória ou alguém jogar a toalha.

Só teremos uma impressão mais nítida dos rumos da contenda entre o final de agosto e início de setembro. Sentiremos os reflexos da propaganda em rádio e TV.

É-me certo, porém, que haverá segundo turno.

A candidata Rosalba Ciarlini (DEM) continua ostentando aura de favorita, mas já percebeu o rosto de Iberê Ferreira (PSB) no retrovisor. Iberê não é Fernando Bezerra, derrotado por ela ao Senado em 2006.

Carlos Eduardo (PDT) corre por fora e pontua, mas sem dúvidas é o azarão da corrida eleitoral. Vai pesar muito para o segundo turno.

Em relação ao Senado, a briga é a mais emocionante possível. Os senadores Garibaldi Filho (PMDB) e José Agripino (DEM) têm a ex-governadora Wilma de Faria como concorrente à altura.

A emoção será voto a voto.


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Sexta - 23/07/2010 - 11h30

Afinação de Garibaldi e Sandra enxerga além de 2010

A parceria "pontual" entre o grupo da deputada federal Sandra Rosado (PSB) e o senador Garibaldi Filho (PSB) - veja postagem abaixo - tem várias leituras. 

O senador praticamente "fecha" Mossoró em torno do seu nome, numa disputa ao Senado que deverá ser dramática até o dia das eleições, em 3 de outubro. Já tinha o DEM da prefeita Fátima Rosado e da senadora-candidata ao governo, Rosalba Ciarlini, a ajudá-lo.

Agora é a outra "banda" do clã Rosado a lhe garantir apoio.

Em todas as pesquisas divulgadas até o momento, Garibaldi aparece em primeiro lugar nas intenções de voto por uma das duas cadeiras ao Senado. Mesmo assim, não pode se sentir seguro à reeleição.

O acordo com os ex-aliados (rosadismo esteve no PMDB por cerca de 20 anos) é um adicional considerável, no segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte.

Garibaldi tem consciência de que, apesar da dobradinha ao Senado com o senador José Agripino (DEM), ambos são adversários diretos. No afunilamento da campanha, será cada um por si e Deus por todos.

Portanto, se ficar na dependência do DEM e à espera do "voto casado", fatalmente sobrará. 

Vale ressaltar um detalhe: desde que seu PMDB se compôs com o DEM, na campanha de 2006, numa mistura de "azeite e água", só tem tomado prejuízo. Em 2006 mesmo, Garibaldi não se elegeu ao governo. Já a ex-prefeita mossoroense Rosalba foi içada por ele ao Senado.

Para o rosadismo, que já apoia ao Senado a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), votar em Garibaldi não é um sacrifício. É um tiro certeiro, mesmo que sujeito a sobressaltos adiante.

Sua aposta tem olhos voltados para 2012. A "grife" PMDB é muito visada. Hoje está praticamente "arrendada" pela facção da prefeita Fátima Rosado, com papel secundário dentro da administração e diretório esvaziado.

Nas eleições municipais de 2012, Garibaldi retribuirá o apoio de hoje ao grupo da deputada Sandra ou continuará ao lado do DEM de Fátima e Rosalba?

No mínimo, o rosadismo o coloca com uma "promissória" a ser resgatada.

O futuro, claro, também passa pelo resultado das eleições deste ano. Uma vitória de Iberê Ferreira (PSB) pode gerar um cenário; o sucesso de Rosalba, outro.

Garibaldi e o esquema de Sandra tratam de jogar suas próprias peças no tabuleiro. Não esperam acontecer. 

Rosalba, Agripino e Fátima que abram o olho.


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Quinta - 15/07/2010 - 10h49

Governo "Fafá" resolve se comunicar em vez de rosnar

Depois de quase seis anos no poder, o governo da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM) finalmente resolveu fazer a coisa certa em termos de comunicação.

Trata de fazer o óbvio ululante: comunica-se.

Acossada por seriíssimas denúncias que partem da Controladoria Geral da União (CGU), como suposto superfaturamento de obras e outros deslizes, a Prefeitura de Mossoró procura o esclarecimento.

O jornal "O Mossoroense", que tem abordado o caso sem passionalismo e feito reportagens com base na exposição técnica da CGU, foi procurado por três secretários da Prefeitura de Mossoró. Resolveram dar sua versão sobre o trabalho da AGU, em vez de se omitirem ou distorcerem os fatos.

O límpido material de O Mossoroense está hoje em sua capa e página três, como recomendam os manuais de redação e o bom jornalismo. Veja AQUI.

Entretanto, em minha ótica, o mais relevante mesmo é a postura diferente do governismo municipal. Faz o elementar, o certo, e mesmo assim parece estranho, ou mesmo inusitado.

É incomum, com certeza.

Durante esses quase seis anos, duas gestões, o governismo apostou num modelo de comunicação baseado na truculência e despotismo, com vícios que só lhe deram prejuízo. Determinadas ações são próprias de submundo.

A principal tática foi "arrendar" a opinião de alguns órgãos de comunicação e transformar certos "jornalistas" em "capangas", com ordens para agredirem e enxovalharem quem se opusesse ao governo. E assim tem sido feito.

Deixaram de divulgar pontos positivos da gestão e defendê-la de eventuais críticas. Preferiram rosnar contra quem não louvava os "donos do poder", espumando como pitbulls hidrófobos.

A estratégia é um enorme fiasco. Fracassou.

Não é por acaso, que pesquisa de fevereiro último, do Instituto Consult, apontou rejeição da administração de "Fafá" Rosado em cima de 67,50% (Clique AQUI). Não é por acaso que se partiu para operações desesperadoras, como a promoção de enxurrada de ações judiciais contra "inimigos" do poder.

Espero que esse caso do CGU não seja situação episódica, isolada. A sociedade agradece, pelo direito de ser bem-informada e em nome da liberdade de expressão.


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Quarta - 14/07/2010 - 04h38

A guerra perdida

Há tempos que o jornalista Cézar Alves tem empreendido uma cruzada em defesa da segurança pública do Rio Grande do Norte. É uma voz, mesmo assim, quase inaudível.

Ele prega no deserto e contra a maré.

Muitos acreditam que segurança é apenas uma questão de polícia na rua. Cézar Alves raciocina de outro modo.

Ele advoga sobretudo o investimento no binômio perícia-inteligência. Só com uma polícia técnica, pessoal especializado, é possível garantir a plena investigação dos crimes.

O jornalista fala com conhecimento de causa.

Só na 1ª Delegacia de Polícia de Mossoró existem mais de 400 inquéritos que tratam de homicídios, sem elucidação. Ou seja, um genocídio sem autor ou autores. Lembra uma guerra civil.

O caso não é de incompetência policial. Trata-se - na enorme maioria dos casos - de falta de meios à apuração dos crimes. Roubar, matar etc. compensam, pois.

Para vender uma ideia de aparente melhoria na segurança pública, o Estado repete a antiga fórmula de botar viaturas e homens à exposição pública. Em tese, o remédio ideal para reduzir a criminalidade. Ledo engano.

Enganam-se e tentam enganar a todos nós.

Sem perícia, sem pessoal preparado à investigação, o comum é que o criminoso continue triunfando.

Em São Paulo, que tem perícia, o índice de homicídios caiu em 18,5%,  no período de 2002 a 2007, conforme o estudo denominado de "Mapa da Violência 2010".

Enquanto isso, no Rio Grande do Norte, que não tem perícia nem inteligência, aumentou 82% em igual espaço de tempo.

Estamos perdendo a guerra para o crime. De goleada. E não me parece que o quadre mude a curto e médio prazos. Por quê? Simples? A mentalidade dos nossos governantes não muda. 

A carnificina vai continuar.


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Sexta - 09/07/2010 - 18h27

Campanha eleitoral custará cerca de R$ 5 bilhões

As campanhas para governos de Estado e Distrito Federal devem chegar a R$ 1,5 bilhão - dados mostrados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No geral, acrescentando os demais cargos em disputa, os números devem alcançar R$ 5 bilhões.

O consultor político Gaudêncio Torquato lembra, que o
voto ficou mais caro.

A campanha de 2006, em São Paulo, o voto girava em torno de R$ 4.
Hoje, o voto em São Paulo está em torno de R$ 6,51. Aumentou bastante.

"Em Roraima, explodiu: R$ 116,72. Voto mais caro do país. Menor eleitorado."

Nota do Blog - Imagine se tivéssemos campanhas com financiamento "oficial" público...

Será que os atuais financiadores de campanha, do setor privado, deixariam de botar grana para seus interesses, caso houvesse o financiamento público?

Claro que não.

Essa é uma ideia defendida por espertalhões e apoiada por alguns tolos, acreditando em tratamento isonômico.


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Quinta - 08/07/2010 - 10h13

"Maria-chuteira", profissão: perigo

As "marias-chuteiras" que se cuidem.

O clima esquentou para essa fauna do universo feminino, sempre empavonada com o estrelato e os valores, patrimoniais, da elite do futebol.

A morte bárbara de Eliza Samudio, amante do goleiro Bruno do Flamengo, mostra que atividade é de alto risco.

Saiba mais AQUI.


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Terça - 06/07/2010 - 22h28

A orfandade dos derrotados

"A derrota é orfão", como proclamou o falecido presidente norte-americano John Kennedy.

Veja aí o exemplo da Seleção de Futebol do Brasil.

Antes de viajar para a Copa do Mundo da África do Sul, a equipe foi recebida com honras de Estado pelo presidente Lula. Irradiava prestígio, potencializava imagem.

De volta, sem o título, precisou sair às pressas de aeroportos, sob insultos, cobranças e escassos aplausos.

Por que não foi recebida outra vez no Palácio do Planalto?

Talvez por representar fracasso e desgraça.

E ainda há quem veja o poder e a glória como eternos. 


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Segunda - 05/07/2010 - 10h32

José Dirceu de frente para Marília Gabriela

Acompanhei ao final da noite desse domingo (4), pelo SBT, entrevista do ex-ministro José Dirceu (PT) à jornalista Marília Gabriela.

Dirceu não surpreende.

É sagaz, inteligente, articulado e fala com desenvoltura sobre os mais diversos temas.

Soube pegar atalhos e utilizar escaninhos verbais, para fugir de perguntas mais frontais. Esperado.

Chato mesmo é a entrevistadora, de reconhecido talento, exagerar no caras e bocas: gestual carregado e perguntas longas, além de falar mais do que o entrevistado.

Irritante ainda a sua regular intervenção em respostas de José Dirceu e a necessidade de revelar uma intimidade, com ele, absolutamente desnecessária.


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Segunda - 05/07/2010 - 10h16

Insegurança jurídica ajuda na conturbação político-eleitoral

Hoje termina o prazo para registro de candidaturas e formalizações, legais, de alianças partidárias.

Até aí, tudo bem. Qualquer político ou dirigente partidário, sabe dessa data no calendário eleitoral.

Mas está em aberto a questão de alianças. 

A princípio, respondendo a uma consulta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atestou que candidato a presidente da República só pode aparecer nos programas de radio e TV de seus partidos, nos estados, em que  estes não estiverem coligados com partidos de adversários na campanha presidencial. 

Em seguida, o presidente do mesmo TSE, Ricardo Lewandowski, suspendeu a decisão que voltará a ser avaliada em agosto, após recesso da corte. Veja AQUI.

Ou seja, continua a intranquilidade, a insegurança jurídica.

Mas não para por aí a barafunda político-eleitoral, num país que tem enorme dificuldade de produzir leis claras e perenes.

No Supremo Tribunal Federal (STF), a Lei da Ficha Limpa é e não é acatada. Depende do ministro de plantão. Já saíram decisões a endossando e outras a rejeitando.


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Quarta - 30/06/2010 - 17h21

A dinâmica da política e a vida do vice

A política é realmente dinâmica.

José Serra "ganha" um vice que praticamente não conhece, o deputado federal carioca Índio da Costa (DEM); Iberê Ferreira (PSB) "recebe" um vice que não digere, o ex-secretário da Casa Civil e Planejamento do Estado Vagner Araújo (PSB).

Põe dinamismo nisso, gente!

Mas esse lengalenga é de nossa cultura política, um modelo republicano, presidencialista e democrático ainda muito instável, cheio de sinuosidade.

Em 1950, retornando à cadeira presidencial, Getúlio Vargas (PSD) teve que engolir o deputado federal potiguar Café Filho Partido Social Progressista (PSP) como vice. Fez parte de negociação com o governador paulista Ademar de Barros (PSP).

Jânio Quadros foi eleito presidente da República em 1960, mas o vice - também votado de forma direta - terminou sendo João Goulart (PTB), figura ideologicamente avessa a a ele.

Mas às vezes o destino escreve certo por linhas tortas.

Veja o caso da ex-governadora Wilma de Faria (PSB). Elegeu-se à Prefeitura do Natal em 2000 com o apoio do PMDB da família Alves, que empurrou o deputado Carlos Eduardo Alves a vice.

Só que adiante, Wilma cooptou Carlos para seu partido e grupo, fazendo-o prefeito em 2002 e reelegendo-o em 2004, contra o próprio PMDB e família.

Veja outra postagem especial sobre o assunto clicando AQUI.


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Domingo - 27/06/2010 - 14h02

Um vice possível (para lembrar 2008)

Alguns webleitores perguntam o que avalio da escolha de Vagner Araújo (PSB) a vice de Iberê Ferreira (PSB).

Foi o vice possível. Não é o desejado, mas se tornou útil à necessidade de ocasião.

Resta saber se esse enredo, tão parecido com a montagem da chapa governista de 2008, em Natal, não terá o mesmo fim.

Àquela época, a deputada federal Fátima Bezerra (PT) era apoiada pelo então prefeito Carlos Eduardo Alves (hoje no PDT), pela governadora Wilma de Faria (PSB) e pelo presidente Lula (PT).

Mesmo assim, só arranjou um vice na 25ª hora, o professor Luiz Eduardo Costa (PMDB).

Luiz não era o desejado, mas se tornou útil à necessidade de ocasião. Foi o vice possível.

O resultado você já sabe: venceu a favorita Micarla de Sousa (PV).


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Domingo - 27/06/2010 - 08h50

Um vice "fast-food" para Iberê Ferreira

Dobrei a madrugada e nada de uma resposta definitiva. A série de reuniões que envolveu a cúpula do governismo não fechou o nome do vice de Iberê Ferreira (PSB).

Arrisquei até umas ligações telefônicas pela madrugada. O que colhi foi inconsistente e parcial.

Até à noite de sábado (ontem, 26), a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) era tida como certa, depois passou a ser "quase" e em seguida fui informado de que descartara peremptoriamente o convite.

Entrou em cena o PT. De novo. O partido tem interesse, topa, acha importante, costura para si o lugar, mas não oferta nenhum de seus melhores quadros.

Ou seja, os deputados Fernando Mineiro e Fátima Bezerra, nem pensar. Hugo Manso será mesmo candidato ao Senado e estamos conversados.

Chapa "puro sangue" é ainda possível, com Iberê e outro nome do PSB? Sim. Mas quem? Talvez o pastor Cìcero Miranda da Assembleia de Deus em Assu, já especulado há algumas semanas. 

O PR de João Maia está descartado? Nâo. Porém é pouco provável que vingue.

Em sua ata convencional, fechada ontem, o partido do deputado federal João Maia (PR) deixou brecha para indicar o vice. Só que tem um porém considerável. Fica no "se colar, colou". Está na dependência de um fato fora do seu controle.

Tudo depende do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - terça (29) - decidir que as alianças podem funcionar no ritmo de "abre-alas", quebrando princípios de coerência. Sendo assim, o PR desembarca na chapa majoritária sem embaraços com a aliança feita com PMDB e PV. O próprio João estaria a postos.

Simplificando (se for possível): Iberê chega a convenção no Ginásio Machadinho, na manhã deste domingo (27), sem vice. Ou fará surpresa à maioria, apresentando-o na hora, num estranho estilo "fast-food" de ocasião.


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Sábado - 26/06/2010 - 10h16

João que desejam, João que não desejam

O deputado federal João Maia (PR), entre poucos de sua confiança, não abomina a ideia de ser vice de Iberê Ferreira (PSB). Topa, sim.

Como postado abaixo, há entraves que comprometem essa mudança de rumo. A prioridade, então, é sua candidatura à reeleição. Óbvio.

Quebrar o compromisso firmado com o deputado federal Henrique Maia (PMDB) e com a prefieta Micarla de Sousa (PV), numa aliança proporcional entre PMDB-PR-PV, seria atestado de incorreção. Ele não cometerá tal deslize

Com amparo legal à coalizão na majoritária, aí sim: o caminho estará aberto à condição de vice.

Em seu lugar à Câmara Federal, não teremos um vácuo. Prospera o nome de sua mulher - Fernanda.

Fala-se no do empresário Marcelo Alecrim (PR), numa hipótese de fixação de Maia na chapa de Iberê. Não creio.

Sob essa ótica, Fernanda seria ungida candidata, com ótimas chances de eleição. Ela espelha a imagem do próprio marido. Não haveria maior dificuldade no translado de intenção de votos de um para o outro.

É importante deixar consignado, que durante muito tempo no período de pré-campanha, João era o vice dos sonhos no DEM. Era a preferência do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) para sua mulher e senadora, a pré-candidata oposicionista Rosalba Ciarlini (DEM).

Portanto, é fácil identificar, que João não é um nome qualquer. Governistas e oposiconistas sabem disso.

Um lado, deseja-o; outro faz figa contra.


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Sexta - 25/06/2010 - 03h55

O zunido da "mosca azul"

A "mosca azul" voltou a zunir no ouvido do empresário Rútilo Coelho (PDT).

Uma sucessão de acontecimentos e decisões, sob seu endosso, o catapulta de volta à órbita da política partidária.  

Depois de alguns anos como presidente de honra do PDT em Mossoró, título honorífico, virou presidente de verdade nos últimos dias.

Também deve ser indicado para suplente do pré-candidato ao Senado, do jornalista Sávio Hackradt (PCdoB).

Refratário à política partidária durante longos anos, Rútilo reanima-se. Os olhos brilham e o apetite parece apurado, como num passado remoto.

Em meados dos anos 80 e princípio de 90, Rútilo fez parte de uma plêiade de empresários ligados ao grupo Maia, com aspirações à política.

Ele, Manoel Barreto e Dehuel Diniz (falecido) sempre tinham nome em evidência à disputa de cargos públicos, além de Milton Marques. Nenhum vingou.

Quem chegou mais perto de ingresso foi Milton, transformado em reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) - já em segundo mandato. Seria uma prévia à disputa partidária. Mas o próprio não admite planos nesse nível.

Rútilo, Manoel, Dehuel e Milton no fundo nunca foram verdadeiramente incentivados, sobretudo pela banda Maia que fazia e faz política em Mossoró, denominada de "rosalbismo" (Carlos Augusto Rosado-DEM-Rosalba Ciarlini-DEM). 

Ser independente é um "grande defeito". Foram mais úteis como colaboradores financeiros e de logística, nas campanhas eleirorais, do que candidatos. É a lógica oligárquica.


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Sexta - 18/06/2010 - 09h36

Nem "já-ganhou" nem "já-perdeu"

Muita gente especula, outros tantos partem para a adivinhação e existem aqueles que são mais prudentes quanto à campanha eleitoral deste ano.

Essa terceira categoria de pessoas parece mais sensata.

Nada é mais determinante à vitória de uns e derrota de outros, do que a própria "dinâmica da campanha".

Somente nessa caldeirão efervescentes será possível maior precisão quanto a candidaturas, sem ficarmos apenas no campo do "achismo".

Depois da Copa do Mundo de futebol da África do Sul, daqui a menos de um mês, a gente começa a sentir melhor todo esse cenário.

Por enquanto ficamos nessa faz-de-conta do "já-ganhou" e do "já-perdeu".


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Sexta - 18/06/2010 - 07h46

Depois dos "bafana-bafana", os "afana-afana"

Depois dos "bafanas-bafanas" da África do Sul, onde não faltam assaltos, é aguardar os "afana-afana" na Copa do Mundo de futebol no Brasil, em 2014.

Segurem as carteiras.

A rapinagem começa com uma montanha de dinheiro público, em jogo, para construir e reformar estádios, além da infraestrutura mínima às cidades que sediarão os jogos.


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Terça - 15/06/2010 - 19h03

Deu pro gasto (Brasil 2 x 1 Coreia do Norte)

Deu pro gasto. Brasil 2 x 1 Coreia do Norte. Estreia vale pelo resultado, que leva o selecionado para primeiro lugar em seu grupo. Contudo a "Canarinha" ficou devendo.

O mais preocupante é o débito de dois jogadores vitais ao esquema montado há anos pelo técnico Dunga: Kaká e Luís Fabiano estão fora de forma, longe do que já renderam.

Pior é que no caso de Kaká, o técnico não tem opção à altura no banco à mudança tática. Estamos sem um meia clássico como no passado, o camisa 10 que alimentava o ataque e definia ao gol.

Kaká é meia-atacante, que dribla em velocidade na direção do gol, com bom poder de finalização. Hoje era apenas sombra do que já fizera no selecionado. Parecia temer choques e não foi notado em campo. 

No confronto de hoje, Robinho acabou sobrecarregado com o papel de armador, além de sua função de atacante. Conseguiu quebrar o galho, mas deixou Luís Fabiano asfixiado entre os zagueiros.

Diante de um time sem craques, com marcação burocrática e fechado como seu próprio país, o Brasil também não jogou muito para mudar o cenário. Quando resolveu fazer o elementar, ganhou. Ou seja, se joga um pouquinho melhor, goleia.

Zico

E não adianta justificar com o argumento de que a Coreia joga muito fechada. Fechada, sim. Porém longe de ser blindada.

No segundo tempo, principalmente, os alvirrubros faziam marcação quase visual, rondando os brasileiros. Deixaram espaços às margens da defesa e buracos no meio. Foi assim que Robinho lembrou Zico, encontrando Elano no segundo gol.

Entretanto nem tudo foi burocrático e imperfeito. Os laterais Michel Bastos e Maicon estiveram acima da média. E numa competição acirrada como essa, eles podem ser o caminho às vitórias.

Dá para avançar e ser campeão? Sim, eles podem. Até o momento não surgiu qualquer equipe com nítida supremacia.

Alemanha e Argentina despontam com impulso à decisão, mas nada de excepcional. A primeira, mais homogênea e compacta, fiel à tradição germânica; a segunda, afoita no ataque, porém inconfiável na defesa.

O Brasil deu um primeiro passo e é notório que técnico e jogadores têm consciência de seus limites. O jogo de hoje instiga o bom senso e freia a arrogância suicida.

Numa Copa de tão poucos gols, em que o maior espetáculo está nas arquibancadas, na sinfonia das vuvuzelas, é bom não esperar muito do futebol. Do Brasil, o possível, com escassos sinais de arte.


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Domingo - 13/06/2010 - 19h09

A força alemã, apesar de Casão e Galvão

Assisti, não ao melhor jogo da Copa, mas ao melhor time até aqui. Nada de extraordinário ou surpreendente como os globais Galvão Bueno e Casagrande dizem.

Vi uma Alemanha cartesiana, siberiana, mortal. Como sempre. Uma Alemanha monobloco, viril, disciplinada e competitiva. Com talentos. Boa.

Casagrande e Galvão estranharam a Alemanha porque deliram e beiram o ufanismo. A Alemanha é, de novo, time para avançar. Se bobear, ganha.

Fez 4 x 0 na Austrália, que não tem tradição no futebol, mas não é inocente.

Entre as bobagens que a dupla Galvão-"Casão" falou, saiu que existiria uma suposta política de renovação da Alemanha. Mudança necessária, não por estratégia pura-simples. Continua conservadora.

Outra bobagem de Galvão e Casão foi falar da não-renovação da Itália e "excesso" de estrangeiros em seus times, que comprometeria formação de base jovem da azurra. Esquecem que mesmo assim, com os velhinhos, ela venceu a última Copa do Mundo.

Ignoram ainda que o Brasil, apesar de celeiro de craques, com uma produção infindável, está com elenco de figurinhas repetidas, beirando média de 30 anos. E olha que os times brasileiros não possuem poder de fogo dos europeus, à contratação de estrangeiros de primeira grandeza.

Mudo o canal e, na Band, temos o bom Luciano do Vale na companhia do intragável Neto, com carregado sotaque caipira e vocabulário de estivador. "(...) É um baiita jogador", ou "extraoirdinário" jogador.

Parece que existe lobby contra bons comentaristas. As TV´s brasileiras abertas apostam num ramerrame cansativo, em que a maioria só trata do óbvio. Ou, em certos momentos, parecem estar falando sobre outro jogo.

Bem, agora é esperar outros estreantes de peso como Holanda, Portugal, Espanha e o próprio Brasil.


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Sexta - 11/06/2010 - 18h16

Sem craques, com vuvuzelas

Vi os dois primeiros jogos da Copa do Mundo da África hoje (sexta, 11). Nada animador, nada diferente (além do barulho das vuvuzelas).

Em campo, África do Sul 1 x 1 México e França 0 x 0 Uruguai. Dois jogos de baixa qualidade técnica e escassa emoção. Os donos da casa e o México fizeram uma partida menos sofrível.

Pelo visto, a menos que aconteça uma agradável surpresa, teremos uma Copa de contra-ataques e jogo aéreo, além de aposta em bola parada. Quem tiver craque e ousar, a habilidade poderá fazer a diferença.

Mas sem dúvidas deve predominar a força física e o extremismo defensivista, com a moda de utilização de esquema com duas linhas de quatro marcadores à frente de cada gol.

Vamos esperar o que Brasil, Inglaterra, Espanha, Itália, Argentina, Inglaterra etc. vão apresentar.

Porém não me animo. Não deve ser uma Copa de craques.


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Quarta - 09/06/2010 - 10h22

O "fenômeno" do gasto com limpeza urbana em Mossoró

O "milagre" da multiplicação do dinheiro gasto com o lixo público, inversamente proporcional à qualidade do serviço, intriga muita gente em Mossoró.

Apesar da crise mundial que o Governo "Da Gente" propagou como justificativa ao desmanche nas finanças públicas, com  limpeza urbana só ocorreu fartura.

A empresa paulista Sanepav, que atua como terceirizada, começou com contrato mensal em torno de R$ 722 mil. Hoje passa de R$ 1,155 milhão. Foram exatos R$ 13.869,845,99 só ano passado, o "auge" do "aperto" na prefeitura.

Mesmo assim, para conter "gastos", aconteceram diversas demissões no período da tal crise, arrocho salarial de servidores municipais, fechamento de unidade de saúde, corte na guarda patrimonial, atraso a fornecedores e prestadores de serviço etc.

Mesmo com tal cenário, a conceituada Sanepav abocanhou mais de R$ 19,2 milhões em pouco menos de um ano e cinco meses.

Como apregoava o bordão de um determinado programa de TV... "Isso é incrível".


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Domingo - 06/06/2010 - 12h48

Tratado da burrice e os primados da estupidez em Mossoró

"Há tantos burros mandando em homens de inteligência que, às vezes, penso que a burrice é uma ciência." (Ruy Barbosa)

Num conto clássico do dinamarquês Hans Christian Andersen, "A roupa nova do rei", ele narra como é desmedida a asneira humana. A obra do século XVIII é atualíssima e encaixa-se com precisão na Mossoró contemporânea.

- O rei está nu! - grita uma criança da multidão, que observa o soberano de um país imaginário, completamente despido. Em sua naturalidade, o garoto alardeia o óbvio, mas que os adultos preferem encobrir. Temem contrariar a "divindade".

Na história de Andersen, o monarca é enganado por dois alfaiates espertalhões. Acredita - por arrogância e imbecilidade - que veste roupa suntuosa, mas que na verdade não existe. Ele, de fato, está nu.

Com o poder municipal de Mossoró a estupidez virou uma epidemia. Supura por todos os poros. Como diz um provérbio popular: "quem nunca comeu mel, quando come se lambuza."

De posse da caneta executiva, a facção familiar dos Rosado que nunca tinha ocupado diretamente a prefeitura, mostra como estava despreparada à tarefa. Todos estão pelados. Quem se atreve a apontar sua "nudez", entra na lista de inimigos.

O principal ator dessa história da vida real não é a prefeita de direito, Fátima Rosado (DEM), socialite por vocação e enfermeira diplomada. É seu irmão menor, o agitador cultural Gustavo Rosado (PV). 

Sem profissão definida, ele apresenta-se como "servidor municipal" ao se qualificar em processos judiciais contra quem o contraria. Na verdade, "está" secretário-chefe do Gabinete. É função pública e transitória e não um ofício laboral. 

O falecido prefeito Dix-huit Rosado (tio de Gustavo e Fátima) repetia: "Todo Rosado é odiento". Para ele, o pior de todos era seu irmão Vingt-un (também já falecido). "É um poço de ódio", rotulava.

Ódio no freezer

E o que dizer sobre Gustavo? Talvez seja mais adequado medir sua fúria pelo que o presidente Tancredo Neves dizia do ditador Getúlio Vargas: "Ele guardava ódio no freezer".

Esse rancor epidérmico e comportamento inconsequente transformaram a gestão da prefeita "Fafá" numa máquina de moer gente e centrífuga de reputações. Para eles não existe adversário: são inimigos a serem destruídos e desmoralizados a qualquer custo.

O ressentimento genético, Rosado, pode até explicar tantos desatinos que levaram o governo a altíssimo índice de reprovação, mas não justificam a enxurrada de bobagens.

Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, afirmava que "o poder emburrece". Já o frei Betto, ex-colaborador do presidente Lula, acredita que o poder não transforma, mas "revela o homem". No caso, estamos diante de uma manada de quadrúpedes, com raríssimas exceções.

No tocante aos inquilinos do Palácio da Resistência e seus asseclas, o dignóstico é de asnice natural, com contaminação por osmose. Ser burro é credencial à ascensão. "Invejo a burrrice, porque é eterna", dizia o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues.

Nos processos que move contra o editor deste Blog, por exemplo, Gustavo, sua mana e alguns outros "iluminados" não aceitam ser tratados como "patota". Preferem ser vistos como "falange" ou "facção"? É só escolher essas opções, mas grupo político não tem como ser. Não são do ramo.

Nas petições, os seus advogados pinçam o vocábulo em textos desta página e procuram vender à Justiça a tese de depreciação moral e "psíquica" dos demandantes.

O gênero musical "Bossa Nova" produziu "Patota de Ipanema", parceria de Vinícius de Moraes e Toquinho. Virou sucesso atemporal. Com os Rosado de agora, não cai bem. Não tem "sonoridade" adequada.

Corriola

Nos anos 60/70, o grande líder político de verdade, deputado Vingt Rosado, estava sempre acompanhado de um rol de amigos fieis. A turma era apelidada de "corriola". Àquele tempo soava bem. Hoje, ser patota pega mal.

Já o título de "agitador cultural" é ofensivo, quando adesivado ao próprio Gustavo. Isso, nos dias atuais.

No final dos anos 80, o movimento de artistas e intelectuais da esquerda o usou para puxar campanha em prol de  um teatro para a cidade. Passou-se a tratá-lo por esse epíteto, que o levou a ser escolhido como presidente da Fundação de Cultura no terceiro governo de Dix-huit.

Naquele período ser "agitador" era glamouroso. Agora, não pega bem?

A ignorância é moléstia crônica nessa facção, falange ou patota. Folhear o Dicionário Aurélio não resolve. Aprender a ouvir críticas, conviver com opiniões contrárias e admitir suas limitações fazem parte da terapêutica. Mas é pouco provável que haja cura mesmo assim.

Em 2000, por exemplo, quando "Fafá" era candidata a prefeito pela primeira vez, apoiada pela prima-deputada Sandra Rosado (no PMDB), contra a então prefeita Rosalba Ciarlini (DEM), todos acharam natural promover um movimento chamado "Bafafá".

Por burreza? É provável. Bafafá significa "confusão", "tumulto".

Se fosse pegar ao pé da letra a proposta anunciada, o grupo adversário - ou Ministério Público - poderia barrar a manifestação, por claro incentivo à violência e ameaça à ordem pública.

Diante de tanta falta de inteligência, o jeito é recorrermos ao genial Roberto Campos, ex-deputado federal e ex-senador: "A burrice tem passado glorioso e futuro promissor no Brasil".

Pelo visto, a patota vai assegurar a imortalidade.


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Quinta - 03/06/2010 - 23h46

Gincana politiqueira no debate sobre projeto orçamentário

Nesta página já publicamos versões de lado a lado. Argumentos de lado a lado. Justificativas de lado a lado.

Enfim, o primado da pluralidade tem sido obedecido pelo Blog na abordagem anunciativa e analítico-opinativa sobre o projeto de remanejamento orçamentário, que tramita na Assembleia Legislativa.

Agora, trato de meter minha própria colher.

Vejo que é nítida a tentativa de manipulação da imprensa e "venda" de meia-verdade, para se justificar uma gincana baseada na politicalha.

A bancada oposicionista, sob o comando do presidente da Casa e pré-candidato a vice-governador pela oposição, Robinson Faria (PMN), tenta emperrar o governo Iberê Ferreira (PSB). É uma manobra legal, mas iníqua.

O suposto zelo pela coisa pública e a aparente vontade de se avaliar melhor a matéria escondem outra aspiração mais forte: impedir o governador e pré-candidato ao governo, Iberê, de efetivamente governar.

O remanejamento não significa falta de dinheiro. Existem recursos. Entretanto o governante pleiteia - pela via legal - o apoio da Casa à acomodação da receita a prioridades de sua gestão.

Esse é um novo governo e tem suas próprias prioridades. Remanejar, sem clara disposição legal, é ilegal. Os deputados sabem disso. A grande maioria da sociedade, não. Nem é esclarecida sobre a questão.

Não há boa vontade porque existe má vontade. Simples.

A maioria desses mesmos deputados, hoje tão "zelosos" com o dinheiro público, até bem pouco tempo estava aliada e alinhada ao governo Wilma de Faria (PMN). Em diversas oportunidades agiu de forma diametralmente oposta. Temos um preciosismo de ocasião. Para a ocasião.

Se o temor é que o governo dispare uma série de convênios com prefeituras e promova programas sociais com desdobramentos eleitoreiros, sejamos honestos: que se pronunciem como tal, denunciem, convoquem Ministério Público e utilizem de suas prerrogativas como legisladores (legislando e fiscalizando).

Sempre defendemos um legislativo livre, autônomo e capaz. É assim que o parlamento deve ser.

Mas esse faz-de-conta na AL, é apenas o biombo de um modelo político que se repete, para continuar o mesmo, no Rio Grande do Norte. Esconde outros propósitos.


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Quarta - 02/06/2010 - 10h42

Delírio de poder em Mossoró gera mais um processo judicial

A dupla titânica da gestão pública contemporânea mossoroense parece incansável. Inseparáveis em tudo, também o são na hora de tentar calar quem os desagrada.

O prefeito de fato, agitador cultural Gustavo Rosado (PV), e seu lugar-tenente Chico Carlos (PV), voltam à carga.

Agora pela manhã, recebo outra citação judicial conjunta dos dois.

Querem empalmar R$ 20 mil por "danos morais" e "danos psíquicos" que este Blog lhes teria causado.

Risível.

Reportam-se à postagem veiculada no dia 14 de outubro do ano passado, portanto há quase oito meses, sob o título "UPA´s serão reduzidas e povo prejudicado, dizem médicos".

Ou seja, de novo, não aceitam a propagação dos reclamos da sociedade e o desabafo dos que pensam. Apostam no aparelhamento do Judiciário à manutenção do silêncio cúmplice e da propaganda inverídica. Repetem, como tantãs, ladainhas em que são vítimas de perseguição.

Gustavo, chefe de Gabinete da Prefeitura de Mossoró e irmão da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), está convencido: é a reencarnação de "Alexandre - O Grande". Quem é louco para contestá-lo, hein?

Chico, não é menos modesto: ninguém tira de seu cocuruto ser o próprio filósofo Aristóteles, contratado pelo rei Felipe II para ser o tutor do filho iluminado.

Eu cá, de minha banda, às vezes faço de conta que eles têm razão, para não contrariá-los mais.

Mossoró, então, é a própria Macedônia, centro geográfico de um reinado que se sustenta na burrice esférica, despreparo gerencial e arrogância.

O perigo é que em algum momento desses delírios de poder e fama, um deles resolva ser "Bucéfalo" - cavalo de estimação de Alexandre. Relinchos serão ouvidos a quilômetros.

Como disse um pouco acima: risível.

Pobre Mossoró!

Veja AQUI a matéria que originou mais esse processo judicial.

Ilustração - Alexandre e o imponente "Bucéfalo"


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Segunda - 31/05/2010 - 10h56

Além dos limites de Mossoró

Com uma população de quase 250 mil habitantes, Mossoró não deve ser analisada a partir desse volume demogrático. Seus números são mais grandiloquentes.

Até aqui, praticamente nenhum prefeito tem pensado e agido no trato de questões públicas, da organização de trânsito à urbanização e economia, vendo o município sob esse prisma. Mossoró não é ela em si. É multifacetada. Muitas numa só. 

Esse perfil começou a se formar a partir da avassaladora seca de 1877, num triênio que praticamente quadruplicou a população local, de pouco mais de 6 mil pessoas para mais de 24 mil. 

Temos uma cidade miscigenada, gregária e além de seus limites territoriais.

Sem entender isso, os governantes de hoje e de um passado não muito remoto, comprometem o próprio futuro dos mossoroenses. Também dificultam a vida dos que afluem para esse espaço, em passagens episódicas ou à fixação.  

Um exemplo até bizarro de tamanho amadorismo, é o relacionamento da Prefeitura de Mossoró com mais de 2,5 mil veículos alternativos e congêneres, que despejam milhares de pessoas diariamente na cidade. Eles vêm do Vale do Jaguaribe (CE), Vale do Açu, Alto e Médio Oeste, além da região Salineira.

Há alguns meses, essa gente trabalhadora e de forte importância econômica, simplesmente foi banida do centro urbano, sem garantia de infraestrutura mínima nas áreas em que foi jogada.

É provável que Mossoró tenha população flutuante acima dos 20 ou 30 mil indivíduos/dia. Uma superpopulação desprezada, tratada com desdém ou mesmo imperceptível aos gestores públicos, que até aqui trabalham no improviso, no "achismo" ou sob a batuta de velhos modelos gerenciais.

Muitos de nós não entendemos o crescimento de Mossoró, sobretudo quando circulamos por sua periferia. Muitos não compreendemos o boom imobiliário e a migração de grandes grupos econômicos para essa terra.

Conjuntura

Os mais inocentes ou passionais, creditam tudo aos inquilinos da prefeitura. Outros, tão-somente à conjuntura nacional-internacional etc. A maioria não percebe que independentemente de fatores exógenos e algumas políticas públicas acertadas, pesam a extraordinária localização e potencial natural do lugar.

O West Shopping não foi instalado em Mossoró em nome do belo sorriso da prefeita Fátima Rosado (DEM). Algumas indústrias não estão se espraiando por mero incentivo do governo estadual. Híper Bom Preço, Lojas Americanas, Marisa, Renner e a indústria do petróleo não jogam âncora na cidade por nossa temperatura suíça.

Se na antiguidade todos os caminhos levavam à Roma, na região de influência de Mossoró (cerca de 800 a 1 milhão de habitantes), todos as estradas - inclusive do meio circulante - acorrem para esse lugar. Qualquer estudo canhestro - ou de reconhecida qualidade científica - mostrará isso.

Cada fábrica instalada em Baraúna, Grossos, Governador Dix-sept Rosado etc. termina "despejando" dinheiro em Mossoró. De um simples Carnaval (Areia Branca) à indústria de cimento (Baraúna), temos moeda engordando a economia local, numa migração óbvia.

Deve ser observado, ainda, que Mossoró está se robustecendo como polo acadêmico. Centenas de jovens e adultos estão acorrendo para a cidade em busca de conhecimento, a grande chave para o progresso pessoal e coletivo de qualquer povo.

Apesar de todas essas evidências, o poder público é convencional e atrasado, míope e primário em termos de gestão. Mossoró teima em ser provinciana, incapaz de avançar além dos arrabaldes de sua mentalidade política oligárquica, reducionista, patrimonialista e iníqua.

O futuro, dizem os mais fervorosos na fé, "a Deus pertence". Em nome dessa fé, é bom lembrarmos: "Façamos nossa parte".


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Terça - 18/05/2010 - 18h22

Parecer de procuradoria deixa alguns partidos a perigo

O parecer da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/RN) - veja abaixo - que aponta como irregular a montagem de mais de uma aliança nas chapas proporcionais, é uma ducha de água fria em certos planos.

A começar pelo PT.

O partido tem planos de coligação com o PSB e outras siglas menores à Câmara Federal, para reeleger a deputada Fátima Bezerra. Já à Assembleia Legislativa o caminho seria faixa própria.

Se o TRE mantiver a interpretação da PRE, o PT terá que se infileirar com PSB, PTB e outras legendas, comprometendo intenção de reeleger, por exemplo, o deputado estadual Fernando Mineiro.

Na aliança DEM/PSDB, acontece problema parecido. É ótima para a reeleição do deputado federal Rogério Marinho (PSDB), mas para seus candidatos a deputado estadual têm formato de esteira para eleger nomes de melhor envergadura no DEM.

No acordo PMDB-PR-PV, nada altera. Seus líderes amarraram o entendimento à Câmara Federal e à AL.

* Daqui a pouco tem resultado da pesquisa a governador do RN.

Aguarde.


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Terça - 18/05/2010 - 08h15

Pesquisa, enfim

A divulgação hoje (terça, 18) no Jornal da Band (19h20), de pesquisa a governador do Rio Grande do Norte, é o "marco zero" da campanha eleitoral potiguar.

Finalmente teremos números oficiais, com registro na Justiça Eleitoral, para análise e debate.

Até aqui, nenhum dos grupos participantes da pré-campanha se arriscou à informação de pesquisas disponíveis. Com razão. Ninguém está seguro de si.

Há meses que prosperam especulações e informações cifradas ou nem isso. Algo atípico em termos de política no Rio Grande do Norte.

Em outras épocas, faltando pouco menos de 30 dias às convenções, já tínhamos sondagens para todos os gostos.

Mais um sinal de que os tempos são outros. Vivemos um fim de ciclo, em ambiente confuso, nebuloso e de difíceis previsões.


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Quarta - 06/05/2010 - 03h58

O novo "formador de opinião"

Foi-se o tempo em que campanhas políticas eram feitas por intuição, "achismo" e apenas dinheiro, muito dinheiro. Hoje, tudo passa por uma base científica.

O Brasil é um país eminentemente urbano. Ambiente muito diferente do final dos anos 40 e início dos anos 50, quando éramos quase meio a meio de habitantes citadinos e rurais.

Temos 80% da população em áreas metropolitanas, algumas metrópoles ou megalópoles e cerca de 20% ainda em áreas rurais. 

Os segmentos A e B representam menos de 20% e todos os demais segmentos (C, D e E) aparecem em torno de 80%. A grande massa urbanizada é pobre e de baixa instrução.

É esse mundão de gente que decide. A alegoria do "formador de opinião" cada dia fica mais em xeque, sob suspeição ou análise desconfiada. Virou mero lugar-comum intelectual.

Não é por acaso que o presidente Lula, por exemplo, tornou-se um Messias nos grotões e espaços populosos de baixa renda. Reverteu imagem que a massa-gente tinha dele no final dos anos 80 e até meados de 90.

O assistencialismo e a pulverização de benefícios sociais ajudaram a formar outro modelo de formador de opinião.

Esse universo humano não é dotado de capacidade cognitiva especial nem está situado em endereços elegantes. Produz, assim mesmo, ondas concêntricas de conceitos e juízos de valor, que definem os caminhos à vitória eleitoral.

Vale assinalar, que também pesa na produção desse cenário, a quebra do monopólio da opinião da chamada Grande Imprensa. Ela não dita as regras como antes.

Quem souber trabalhar melhor com essas e outras mudanças, terá maiores condições de vencer o desafio das urnas. Política é realmente uma ciência.


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Quinta - 30/04/2010 - 10h17

"Usina de Boatos" produz novo faz-de-conta

A mais nova produção da "Usina de Boatos" e afins da política do Rio Grande do Norte diz que o ex-senador Fernando Bezerra (PMDB) poderá ser candidato a governador este ano.

Às vezes a turma exagera na dose.

No início desta semana, seria o deputado estadual Lavoisier Maia (PDT) que investiria em campanha à Câmara Federal. 

Nem um nem outro.

Nenhum dos dois disputará cargo algum em 2010. E não é por falta de méritos.

No caso de Fernando Bezerra, o melhor senador potiguar nos últimos 30 ou 40 anos, falta-lhe o apetite e o espaço na cabeça de chapa é peso em demasia.

Fernando foi candidato ao governo 2002 como "governador em férias" e em 2006 "estava reeleito" ao Senado. Perdeu ambas.

Cumpriu bem sua passagem por Brasília.


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Quinta - 29/04/2010 - 09h38

A candidatura que foi sem nunca ter sido

Converso com a blogueira-jornalista Thaísa Galvão sobre política. Ela mostra-se perplexa com o encolhe-estica de suposta postulação à Câmara Federal, do deputado estadual Lavoisier Maia (PSB).

Ela noticiou em primeira mão num dia, que Lavoisier iria se candidatar. No outro teve que noticiar que houvera desistência.

Nesse ínterim, eu postei matéria com o título "... E Lavô eu" asseverando que não acreditava em postulação de Lavoisier a qualquer cargo eletivo este ano (veja AQUI).

Nem como balão-de-ensaio eu via a hipotética candidatura. Acertei.

Mais um caso de postulação "Viúva Porcina", a que foi sem nunca ter sido.

A tese que foi levantada, seria de esforço sobre-humano de "Lavô" para ajudar à eleição do filho Lauro Maia (PSB) à Assembleia Legislativa e à reeleição à mesma Casa, da filha Márcia Maia (PSB).

Meu raciocínio inclina-se em direção inversa. Uma candidatura de Lavoisier, com o propósito de "puxar" os filhos à vitória, poderia ter efeito alheio à vontade desse suposto projeto.

Não faltam exemplos na política do pindorama potiguar, de perda de substância eleitoral de um candidato, quando outro do mesmo clã tenta puxá-lo. Veja-se a senadora eleita Rosalba Ciarlini (DEM) em 2006. Elegeu-se, mas a irmã Ruth Ciarlini (DEM) não se reelegeu à AL e o cunhado Betinho Rosado (DEM) teve igual destino quanto à Câmara Federal.

Em relação a Lavô, bem poderia ocorrer que o eleitor o homenageasse com o voto, sentindo-se desobrigado a sufragar Márcia ou Lauro.

E cá pra nós: como, com 81 anos de idade, saúde a merecer cuidados, o ex-governador e ex-senador conseguiria fazer campanha em 167 municípios?

Às vezes exageram. Determinados enredos insultam a inteligência alheia, mesmo da massa-gente. 


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Terça - 27/04/2010 - 21h18

... E Lavô eu!

Perguntam-me o que acho da suposta postulação do deputado estadual Lavoisier Maia (PSB) à Câmara Federal. A notícia correu ontem por Natal.

Não a tomo como real. Nem balão de ensaio é.

"Lavô" já é um vencedor. Votei em seu nome em 2006, para deputado estadual. Resolvi homenageâ-lo como homem de bem, acima da pequenez humana.

A eleição foi um prêmio à sua história. À sua biografia.

Federal-2010? Não. Não creio.

Tive peguena rusga com Lavô em 90. Disse-lhe numa entrevista coletiva na sede da Câmara de Vereadores de Mossoró, que existiam sinais de seu afastamento do grupo Maia. Ele seria candidato a governador com apoio dos Alves, deduzi em voz alta. 

Irritou-se. Rechaçou a pergunta-insinuação.

Adiante, os fatos deram razão ao que eu repercutira: Lavoisier enfrentou o também ex-governador José Agripino ao lado dos Alves e perdeu as eleições.  

Na campanha de Lavô em 90, acho que andei quase 100 municípios do RN, ainda bem jovem na imprensa.

Daquela campanha de 90, boas recordações. Ainda nos tímpanos um refrão: "E lavô eu". Era trocadilho de música "axé" de muito sucesso à época.

Também inesquecível o trabalho ao lado de um elenco de ótimos profissionais,  pela Rádio Difusora: Givanildo Silva, Aglair Abreu, Rodrigo Rodrigues, o falecido "Tota", Ramildo Oliveira etc.

Bons tempos. 

Ccomo escreve meu amigo jornalista Emery Costa... Lá se vão 20 anos.


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Sábado - 24/04/2010 - 23h12

Pré-candidatos e o "efeito bigorna" de Micarla e "Fafá"

A chapa Rosalba Ciarlini (DEM), Garibaldi Filho (PMDB) e José Agripino (DEM) têm sustentação das duas maiores prefeituras do Estado à campanha deste ano. É um apoio considerável.

Em Natal, a prefeita Micarla de Sousa (PV) proclama sua preferência (veja postagem mais abaixo). De Mossoró, a voz no mesmo tom é da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM).

Os dois municípios juntos respondem por cerca de 31% do eleitorado potiguar. Na cultura política do Rio Grande do Norte, isso significa dizer que eles possuem duas robustas "máquinas" à campanha.

Natal hoje está com cerca de 510.888, enquanto Mossoró alcançou 154.449.

Apesar de tantos números e perspectivas favoráveis, nenhum dos três pré-candidatos deve deitar em berço esplêndido. Não há motivos à empolgação, mas razoável alegria.

No momento, as duas prefeitas enfrentam devastadores níveis de reprovação administrativa. Micarla, em pesquisa veiculada ao final do ano passado, apareceu com 46,75% de repulsa à sua gestão. Já a prefeita "Fafá" saltou a níveis estelares, com 67.5%, em sondagem divulgada em março último.

Portanto os pré-candidatos que se cuidem. Se não ganharem fôlego e forem bem utilizadas, as duas prefeituras podem ter "efeito bigorna", puxando-os para baixo.


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Sexta - 23/04/2010 - 11h00

Natal e Mossoró nas Centúrias de Nostradamus

Será que estão escritos nas Centúrias de Nostradamus o caos e o fim dos tempos, a partir de Natal e Mossoró? Flagrei-me com essa indagação.

"(...) Nos primeiros anos do Terceiro Milênio, duas mulheres vão arrasar a Terra do Sol e a Terra do Sal, lançando-as à profunda crise..."

Natal e Mossoró sob o desenho do Armagedon. Nosso juízo final.

Tempo de fratura entre duas eras.

Pobres Natal e Mossoró!


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Quinta - 15/04/2010 - 10h40

Genivan Vale é "caçado" por facção governista

Com atuação em relevo na Câmara de Mossoró, o vereador em primeiro mandato, Genivan Vale (PR), definitivamente entrou na alça de mira do Palácio da Resistência. Virou alvo.

Está na "lista negra" por dois motivos relevantes e justificáveis, conforme a cartilha de maldades do Governo "Da Gente" (deles).

Primeiro, por seu papel oposicionista articulado e certeiro, que coloca o governismo em xeque; segundo, por ser nome crescente na cotação do deputado federal João Maia (PR), como candidato a deputado estadual.

Portanto, Genivan seria duplamente nefasto aos interesses da facção comandada pelo agitador cultural Gustavo Rosado (PV), irmão da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM). Incomoda o governo no Legislativo, com intervenções sempre contundentes e racionais, além de poder entrar na mesma seara de votos do deputado estadual e marido de Fátima, Leonardo Nogueira (DEM).

Na Câmara, a crescente influência de Genivan e força sincronizada da bancada oposicionista foram parcialmente afetadas. O governismo atraiu para sua teia um dos quatro vereadores desse bloco, Francisco José Júnior (PMN).

12 milhões

Em se tratando da tentativa de reeleger Leonardo, a operação é mais complexa. Além da consciência de que será preciso muito mais dinheiro à reeleição (fala-se em R$ 12 milhões), é fundamental "demolir" eventuais concorrentes.

Os vereadores Chico da Prefeitura (DEM) e Genivan Vale estão no rol de ameaças. O primeiro é cercado com "agrados" oferecidos a seus familiares. O segundo, até aqui indomável, é tratado mesmo como inimigo e vítima de estratégias políticas ou mesmo artifícios de submundo, para desgastá-lo. Depende da ocasião.

Outro nome que até bem pouco tempo incomodava a postulação de Leonardo e o Palácio da Resistência, era do ex-deputado estadual Francisco José (PMN), pai do vereador Júnior. Nos últimos dias, fechados com eles, a facção de "Fafá" comemora "um problema a menos".

Na verdade, um tiro, duas quedas. Acredita que pai e filho não são mais incômodos.

Sobraram, então, Chico da Prefeitura e Genivan. Vão pagar preço caro pela teimosia.

O Blog conhece como poucos os métodos e mentalidade da patota que comanda a Prefeitura de Mossoró com arrogância, incapacidade gerencial e a ausência de escrúpulos.

Foto - Genivan Vale - Na alça de mira por atuação na câmara e ameaça a Leonardo Nogueira (DEM).


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Quinta - 15/04/2010 - 09h28

Duas cidades e um mesmo destino (Natal e Mossoró)

Que crueldade as urnas aprontaram com Natal e Mossoró, hein!?

Duas prefeitas e um mesmo destino: o caos.

Em Natal, uma prefeita sem rumo; em Mossoró, uma prefeita sem bússola.

A primeira não sabe o que quer; a segunda não tem querer.

Pobres citadinos de Natal e Mossoró!


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Quinta - 01/04/2010 - 14h42

Tirania "Da gente" esbarra em freio imposto por Judiciário

Os últimos meses têm sido sofríveis para os "donos do poder" em Mossoró. Aos poucos descobrem que não podem tudo, apesar da força episódica que detêm.

Jactando-se de mandar em quase todos, como um deus mitológico, o governismo esbarra naquilo que deduzia como "seu" também: o Judiciário.

Em pouco mais de 15 dias, a Justiça produziu decisões que levaram o "fafaísmo" à ira, contida, mas indisfarçável.

Em seu gabinete de trabalho, dia 22 último, o prefeito de fato Gustavo Rosado (PV), travou os nervos para não rosnar de ódio. Recebeu intimação (veja AQUI) com despacho da juíza da Vara Especial Criminal de Mossoró, Welma Menezes, arquivando ação contra o editor deste Blog.

A demanda tinha sido ajuizada por ele, mas não prosperou conforme seu desejo, na campanha que comanda para calar e desmoralizar esta página e seu responsável.

Dias antes, o juiz Pedro Cordeiro da Fazenda Pública tinha deferido pedido liminar em ação impetrada pelo agente de trânsito Vinicius Magnus, presidente do Sindicato dos Agentes (SINDATRAN). Veja AQUI.

A prefeitura usara uma lei complementar esdrúxula que adotava regime militar para os agentes de trânsito e, com base nesse monstrengo, punira severamente o agente. Deu-se mal.

Capitão 40

Já no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o colegiado puniu a prefeita Fátima e seu partido (o DEM) com multa pecuniária por propaganda irregular em 2008.

Outra decisão emblemática: no dia 16 de março, o mesmo TRE considerou uma farsa a acusação do esquema da prefeita e do seu irmão, para incriminar os irmãos Lahyrinho Rosado (PSB) e Larissa Rosado (PSB), vereador e deputada estadual respectivamente. É o que ficou conhecido como "Caso Capitão 40". Veja AQUI.

Agora o governo de "Fafá"-Gustavo Rosado terá de pagar o auxílio-transporte em dinheiro a um servidor que entrou na Justiça (veja postagem mais abaixo), requerendo o direito. O benefício foi usurpado do funcionalismo ano passado. O juiz Pedro Cordeiro, da Vara da Fazenda, assegurou o pleito em liminar quarta (30).

Não veio à tona, mas o Blog revela-o agora, episódio de tentativa de manipulação do Judiciário.

Em meados do ano passado, Gustavo e seu lugar-tenente, secretário da Cidadania Chico Carlos (PV), tentaram antecipar - em quatro meses - audiências de duas ações contra o editor deste Blog. Ambas na mesma vara judicial, para o mesmo dia. A manobra foi descoberta a tempo de ser abortada.

Como se vê, nessa amostra "por alto", a arrogância e autosuficência dos atuais inquilinos do Palácio da Resistência não conseguem tudo. A sociedade, através de seus instrumentos legais e do esclarecimento continuado dos cidadãos, coloca freios à tirania dessa "gente".

Foto - Gustavo (à esquerda) e seu lugar-tenente Chico (à direita), com parte de seu grupo de auxiliares diretos.


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Quarta - 31/03/2010 - 10h04

Pesquisa do Ibope e a voz, em contraste, das ruas

Ao apagar das luzes do governo Wilma de Faria (PSB), através do Blog de Thaísa Galvão e repercutido por outros endereços, é veiculada pesquisa com avaliação administrativa. Os números surpreendem-me.

Sinceramente, não é o que ouço nas diversas cidades e regiões do Rio Grande do Norte, onde circulo e faço contato com outros interlocutores bem-informados.

Mas respeito os números e o Ibope, empresa contratada para o trabalho, não obstante desconhecer metodologia e outros detalhes imprescindíveis à análise.

Segundo o divulgado, o governo tem aprovação de "66%" da população.

O grande conflito está na indagação quanto ao segundo governo, em comparativo com o primeiro da mesma governante: apenas "39% "consideram-no melhor e "26%" o vêem como pior.

Para bom intérprete de números, é óbvio que existem discrepâncias profundas.

Veja mais detalhes AQUI.


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Quarta - 31/03/2010 - 08h10

Iberê governador, Iberê candidato (talvez) a governador

Todos os vivas para o vice Iberê Ferreira (PSB), que assume o governo às 16h desta quarta (31). Mas principalmente saúde e paz.

Hoje, o principal desafio desse político de larga experiência é sua revitalização físico-psicológica: a saúde.

Entre familiares e amigos muito próximos, ninguém o incentiva ao sacrifício que coloque em xeque à própria vida. O poder a qualquer custo, nem pensar.

O próprio raciocina assim, ouço de fontes credenciadas.

Nâo é certeza que o Iberê governador, a partir de hoje, seja o Iberê candidato ao governo a partir do início de julho próximo.

Anote.


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Sexta - 26/03/2010 - 11h50

A escolha óbvia de Henrique Alves - Eleições 2010

Já li e ouvi quem ateste que o caminho "natural" do PMDB, na campanha deste ano no Rio Grande do Norte, é o DEM da senadora Rosalba Ciarlini (DEM). Com todo respeito, conta outra.

Não creio, não obstante ter ciência de que nada é impossível em se tratando de política, ainda mais no torrão de Câmara Cascudo.

Muitos estão fazendo uma leitura subdimensionada do que está em jogo. Há os adeptos da teoria "potiguarcentrista", considerando que tudo gira em torno do Rio Grande do Norte.

Existem aqueles que só vêem a próxima eleição, quando o teatro de guerra exige operações para muito mais além.

Tudo passa, de algum modo, pelo PMDB.

Passa pela prioridade de reeleição para o 11º mandato consecutivo à Câmara Federal de Henrique Alves (PMDB); e, em segundo plano, pela reeleição ao Senado de Garibaldi Filho (PMDB).

O próprio Garibaldi em nota essa semana tirou o braço da seringa. Entregou o bastão de comando ao primo Henrique.

Ou seja, astutamente, o "Gari" arranjou para si uma justificativa para o caso de ter de se ditanciar da "Rosa". E Henrique recebeu o que precisa ter em mãos, publicamente: autonomia para guiar o PMDB na direção que for mais conveniente.

O PMDB só não estará com o vice-governador Iberê Ferreira (PSB) se for absolutamente impossível. Garibaldi irá a reboque. Estará longe do palanque de Rosalba e sequer poderá insinuar apoio a ela em programas de TV/Rádio. 

A Henrique não basta apenas se reeleger. Ele aposta numa vitória da presidenciável Dilma Roussef (PT), para em seguida se viabilizar como presidente da Câmara dos Deputados, onde se encontra Michel Temer (PMDB-SP), provável vice da petista.

Juntando-se ao DEM do arquiadversário petista José Agripino, Henrique pode até se reeleger e assegurar reeleição de Garibaldi, mas é provável que sepulte o sonho da presidência da Câmara. Ou você acha que o presidente Lula vai considerar normal Henrique ser líder da maior bancada governista em Brasília e parceiro de José no RN?

Devagar, pô!!!

O Rio Grande do Norte não é o centro do mundo. Nem Natal é Roma!

Foto - Henrique, Temer e Lula - juntos.


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Quinta - 25/03/2010 - 08h20

Não vale o que está escrito na política potiguar

Confesso que não me recordo de um período de pré-campanha tão sinuoso e bizarro como este. De tudo tem um pouco.

A sorte para a elite política do Rio Grande do Norte, é que todo esse movimento, encolhe-estica, entra-e-sai e muito nhenhenhém não é acompanhado pelo povo. É ignorado olimpicamente.

Para nós que temos o papel da cobertura, tudo tem outra dimensão.

Tem sido engraçado ver um prefeito do PMDB tirar foto ao lado da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) sinalizando apoio e depois aparecer com Iberê Ferreira (PSB), fazendo o mesmo.

O melhor, ou pior, é que a ladainha está só começando.

Ao contrário do jogo do bicho, que é algo sério, não vale o que está escrito até agora na política do pindorama potiguar.


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Terça - 23/03/2010 - 10h44

A "solidariedade" mineira, de alguns, a Iberê Ferreira

Diante do infortúnio do vice-governador Iberê Ferreira (PSB), o jeito é recorrer a uma frase de Otto Lara Rezende, cronista genial:

- O mineiro só é solidário no câncer.

Há poucos dias, em meio ao anúncio oficial de que Iberê viajaria para São Paulo, onde faria "exames" banais, ouvi quem ironizasse a doença.

Ouvi mais: "Está arranjando uma justificativa para desistir da candidatura!"

Este Blog tinha informação privilegiada sobre a preocupação com o quadro clínico de Iberê, mas a pedido da fonte próxima a ele, evitou divulgação.

Falar sobre saúde, ainda mais de um agente público com tamanha notoriedade, é sempre delicado. Como é abjeto qualquer tipo de zombaria.

Saúde, Iberê. Você vai vencer esse duelo.


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Sábado - 20/03/2010 - 19h18

A arte de ter razão no debate sobre o Presídio Federal

À medida que chega mais um "lote" de presos de alta periculosidade ao Presídio Federal de Segurança Máxima de Mossoró, é amplificado o debate sobre esse equipamento. É duelo entre as turmas do contra e a favor.

Mas poucos levantam a voz sem envolvimento passional e politiqueiro. Por isso que a discussão não chega a um ponto comum, de consenso, ou razoável afinação.

Parece um duelo exemplificador de "A arte de ter razão", de Arthur Schopenhauer. Nessa obra póstuma do grande filósofo alemão, ele trata do que denomina de dialética erística, já conhecida na antiguidade pelos gregos.

Não importa que o duelista esteja certo: fundamental é que imponha sua "verdade" a qualquer custo.

Até o momento, não vi nem li qualquer estudo científico que comprove - ou não - a expansão do crime em área com presença de uma penitenciária com tal espectro. Portanto há uma mistura de medo, paixões e desconhecimento nesse bate-boca.

Constantemente, a conversa se inclina de um lado para outro, entre extremidades de grupos políticos, como se fosse um pêndulo. A culpa é de fulano. Outro lado diz que é de sicrano.

Particularmente não tenho uma opinião formada. Não possuo elementos para tanto. Tenho temores como um cidadão comum, num país e numa cidade tomados pela violência. O Presídio Federal não se fixou na minha lista de cuidados especiais.

Creio, sim, que é mais assustadora a banalização do mal aqui fora do que o prontuário aterrorizante dos hóspedes do presídio. Não me causam pânico.

O crime é um negócio como outro qualquer, com a "pequena" diferença de funcionar à margem da sociedade e da lei. Em relação à hipotética migração de bandos criminosos para Mossoró, não acredito que isso aconteça apenas pela fixação de líderes no Presídio Federal.

A bandidagem vai para lugares em que seus negócios possam ser mais prósperos. É assim no Brasil, China ou qualquer parte do mundo.

Será que se houvesse construção de uma penitenciária em Bodó, Encanto, Pedro Velho etc., cidades de porte minúsculo, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) mudariam o foco de operações do eixo Rio-São Paulo para o sertão potiguar? Raciocine?  

Volto a frisar, porém, que minha opinião não possui maior valor porque é desprovida de elementos técnicos. É à base do "achismo" e avaliações empíricas, leitura superficial sobre o tema e coleta de observações de amigos da área de segurança pública.

Outro detalhe: o fato é irreversível.

Esse nhenhenhém de agora era para ter acontecido antes. Ele vai durar enquanto estiver em evidência a campanha política de 2010. Depois sairá da pauta do dia. Anote.


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Quarta - 17/03/2010 - 23h56

A distância da prefeita e o fim de um "mistério"

Meu caro "Tio Colorau" (Erasmo Carlos), este Blog desvendou o mistério latente que você aponta na postagem abaixo. Sua constatação ("Uma prefeita distante") só é comparável ao destino do Velo de Ouro, Atlândida e do Cálice Sagrado. Ninguém sabe, ninguém viu.

Não foi difícil elucidar esse enigma.

Às vezes a enfermeira e prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), fica semanas em casa ou é levada para outro endereço fora da cidade. O comum é ser mantida sob efeito de ansiolíticos. Por isso que em algumas de suas aparições públicas, Fátima passa a impressão de estar atoleimada.

Basicamente, só é chamada a posar de prefeita "de vera" em situações pontuais, como receber grupos empresariais ou algum artista etc. Foi o caso do encontro com Sabrina Satto da Rede TV, com quem teve um "papo-cabeça", mas que a emissora não colocou no ar. 

A prosopopeia da dupla foi demais!

Em realidade, "Fafá" tinha tudo para despontar como a mais popular prefeita de Mossoró. Possui carisma e natural simpatia. É espontânea e humilde, apesar da origem do berço reluzente.

Como gestora é um caos ambulante: não consegue administrar um fogão modelo "Jacaré", duas bocas, para camping.

Em termos orçamentários, nos primeiros quatro anos de governo (2005/2008) a prefeita movimentou mais de R$ 1,2 bilhão, montante superior ao que a antecessora (Rosalba Ciarlini-DEM) geriu em oito anos. 

Mesmo assim, segura um dos maiores índices de rejeição em todos os tempos na administração municipal: 67,50% (Fonte: Instituto Consult). Mesmo assim, já foi vaiada sonoramente em pleno encerramento da procissão de Santa Luzia. Mesmo assim, ostenta como maior obra a prosperidade de familiares e amigos, em contraposição à crise na própria prefeitura.   

Ela é vítima de sua própria incapacidade e refém do seu irmão, Gustavo Rosado (PV), caçula mimado que nunca se firmou em nada na iniciativa privada. Hoje faz "bico" como "prefeito de fato" e nem assim ganha o respeito da sociedade.

Nesse posto temporário e inconstitucional, "Guguta" (apelido de infância) destila recalques e intolerância, além de revelar o que sempre foi: um fracassado. O agravante é a malvadeza que promove contra a própria irmã: mutila-a moral, física e psicologicamente.

Pronto, "Tio": localizei Fátima.

Pena que isso não o ajude, não acrescente nada a mim e não sirva à salvação de Mossoró.


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Quarta - 17/03/2010 - 19h36

Bode, boi e tubarões no enredo de Arruda

Depois da cassação do governador José Arruda (ex-DEM), de Brasília, fato ocorrido ontem (AQUI), quem será o próximo bode expiatório?

Arruda cai bem ao gosto dos paladinos da justiça e arautos da ética, incluindo alguns de seus ex-amigos do DEM.

Num ano de campanha eleitoral, Arruda é útil ao DEM, PT, Judiciário, Ministério Público, imprensa etc. É um morto vivo.

Seu linchamento moral e tortura psicológica, além de cadeia e cassação, fazem parte de enredo que delicia a plateia. Pena que seja situação pontual e, agora, com requintes de perversidade.

Daqui a alguns anos, Arruda estará de volta à vida pública, eleito e incensado como vítima.

Quanto ao cidadão comum, outra vez ele vai se sentir logrado. A massa-gente como não pensa e sempre atraída por falsos rubís, o saudará a espera de mais panetone.

Enquanto este país continuar no faz-de-conta, sem efetivamente combater a impunidade, Arruda e outros personagens vão cumprir o papel de bola da vez. Boi-de-piranha ou bode expiatório? Não importa. Os "tubarões" agradecem.


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Quinta - 11/03/2010 - 13h04

O faz-de-conta de um tribunal

Ei, você mesmo. Psiu, aqui ó! Vem cá, me responda:

- Conheces algum agente público condenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) que tenha sido preso ou ressarcido o erário a partir de decisão dessa ordem?

Outra pergunta:

- Por que o TCE em todo o país não é um órgão técnico independente, com plano de carreira, concurso público de acesso e escolha de conselheiros a partir de critérios alheios à influência político-partidária?

Só mais essa e pronto:

- A quem interessa o faz-de-conta do Tribunal de Contas?


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Quinta - 25/02/2010 - 15h08

A lógica do "Papa" na política potiguar

A decisão do suplente de deputado estadual Vivaldo Costa (PR) de apoiar a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) e não romper com o wilmismo, é a cara da política contemporânea potiguar. Ele não é exceção.

Em sua justificativa, Vivaldo arrima-se na politicalha paroquial para fazer o que sempre fez: escalar "muros" para continuar no mesmo lugar. O poder.

Apoia Rosalba ao governo, mas não desgruda de quem lhe deu sombra até aqui, a governadora Wilma de Faria (PSB).

Difícil execrá-lo, sem se contextualizar o caso e ampliar a lente angular para enxergarmos que Vivaldo é parte de um todo. É um pedaço desse microcosmos político potiguar, em que as principais lideranças promovem e adotam uma miscigenação promíscua de siglas e pessoas.

Tudo em nome da sobrevivência política. Ele faz o que Wilma faz, senador Garibaldi Filho (PMDB) faz e outros personagens repetem, na luta pela supremacia ou simples preservação da "espécie". 

E, sem exceção, todos estão à procura de explicações e enredos palatáveis, que os transformem em vítimas aos olhos do povão.

Vivaldo garante que é coerente. Sem dúvidas. Mantém-se fiel à sua própria história de áulico do poder em sua própria essência.

Na sucessão do então governador Geraldo Melo (do PMDB) em 1990, ele era uma das estrelas do PL (de onde nasceu o atual PR). Estava na iminência de assumir o governo, pela condição de presidente da Assembleia Legislativa. Jurava afinidade e fidelidade ao governismo. Terminou vice de José Agripino (PFl, hoje DEM) e eleito vice-governador pela oposição.

Quem matou a charada foi o astuto Aluízio Alves, ex-governador e líder governista.

Aluízio não deixou Geraldo Melo desincompatibilizar-se do governo, pois assim quem teria de assumir era Garibaldi Alves (PMDB), pai. Se isso ocorresse, Garibaldi Alves Filho não poderia ser candidato a senador, como foi, e eleito.

O ex-governador temia o óbvio: que Vivaldo no governo, apenas pavimentasse caminho à eleição de José Agripino, apesar do PL propagar fidelidade de eunuco ao governismo.

Como se vê, o "Papa", como Vivaldo é conhecido entre os seus, não faz mais do que o normal. De fato, é um homem coerente com a própria história.

E quem lhe atira a primeira pedra? 

Veja ainda hoje:

- Os "fantasmas" que rondam a campanha de Rosalba Ciarlini.


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Segunda - 22/02/2010 - 21h49

A barbárie do futebol e a doença que vai pros estádios

Às vezes fico a imaginar que já vi tudo nesse mundão de meu Deus. Porém o cotidiano continua surpreendendo. Pior: sobressai-se o que existe de mais ruim da raça humana.

As cenas que testemunho na Internet e TV desde ontem, envolvendo selgavens que vestem camisas de torcidas organizadas em São Paulo, é algo deplorável. Tira o fôlego, deprime, abala.

Não me venha dizer que se trata de intolerância esportiva. Descarte essa hipótese como explicação, haja vista que a barbárie não tem justificativa.

O que vemos no universo "esportivo" é a reprodução da estupidez de casa, da rua, do bairro, da própria vida. É a ausência de referências e a falta de limites. O futebol termina sendo uma espécie de vitrine à exposição de recalques e demonstração de força comum aos que não têm nada a dizer ou mostrar.

A impunidade, maior câncer brasileiro, concorre à perpetuação desse mal em escala geométrica.

Costumo dizer, sem nenhum rasgo de criatividade ou descoberta científica, que o ser humano é igual em qualquer parte do planeta. Nossas diferenças derivam de filigranas culturais, antropológicas e relação com a lei.

No pindorama brasileiro, o ambiente permite e incentiva essa carnificina, afastando dos estádios quem realmente gosta de futebol. Quem tem coragem de levar crianças, mulheres e idosos para acompanhar uma partida de futebol?

Quem ocupa espaço dentro e fora é essa manada de idiotas, figuras doentias, que sequer sabem escalar nome a nome os integrantes do seu time, desconhecem hino ou história. Vivem urrando insultos e palavras de ordem que demonstram patologias particulares e coletivas.

Ver um rapaz sendo pisado, chutado no corpo e cabeça, além de cuspido (imagens da Record News), terminou sendo demais para mim. Não sei quem é aquele jovem e é provável que seus agressores nunca o tenham visto. Mas espumavam sadicamente de prazer, com a agonia que proporcionavam à vítima.

No país do futebol, que se organiza para promover uma Copa do Mundo, é essa horda quem se impõe. Sinais de uma sociedade que está longe da excelência em organização humana e continua presa às práticas primitivas de sobrevivência.


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Quarta - 17/02/2010 - 14h54

Carlos Eduardo mexe com quadro político e afeta wilmismo

Na cúpula do wilmismo as apostas estão intensas: Carlos Eduardo Alves (PDT) vai mesmo ser candidato a governador ou não? A maioria diz que não.

É bom rever cálculos e olhar com maior atenção o cenário.

Na conversa que teve ontem ao lado do pai Agnelo Alves (veja postagem abaixo), com a governadora Wilma de Faria (PSB), Carlos reiterou o que tem dito: vai disputar o governo.

Refluindo, ele tem espaço aberto no próprio governo para ocupar posição destacada.

Porém um eventual recúo claramente produzirá estragos. Um a ser atingido, por exemplo, pode ser o chefe da Casa Civil do governo e pré-candidato a deputado federal, contabilista Vagner Araújo (PSB).

Sua postulação está nas ruas, porém arrefecida. Teme ter que fazer desmobilização de última hora, destinando todo o trabalho feito até agora ao fortalecimento da candidatura de Carlos à Câmara Federal.

Vagner tem conversado com lideranças, eventuais apoiadores e pessoal de apoio à sua campanha, num tom mais ameno e comedido. As próximas semanas serão decisivas para seu projeto.

Carlos não apenas ratifica postulação, como gradualmente mobiliza meios que o façam avançar como candidato. A notícia em pleno Carnaval que o deputado estadual Álvaro Dias (PDT) será seu vice, é a grande novidade do período.

Ou seja, mais um ingrediente a essa "caldeirada" de siglas, nomes, sobrenomes e interesses da política contemporânea potiguar. Para uns o efeito deve ser salutar, mas é certo que causará indigestão em muita gente.


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Segunda - 08/02/2010 - 15h40

Chapa "café com leite" mexe com o imaginário sucessório

A possibilidade do PSDB fechar uma chapa "puro sangue" à disputa presidencial, com os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), mexe com o imaginário sucessório. Não é para menos.

A reedição da política do "café com leite" da República Velha (1889-1930), São Paulo-Minas, pode dar musculatura à oposição ao governo do presidente Lula da Silva (PT).

Na prática, é a "chapa dos sonhos" do PSDB, que estará diante da ministra Dilma Roussef (PT), adversária sem verniz popular-populista como Lula e sem retrospecto como administradora. Será sustentada literalmente por Lula e a "máquina" da União.

Correndo por fora e capaz de mexer com o quadro de aparente polarização entre Serra e Dilma, ainda há o "fator" Ciro Gomes (PSB).

Loquaz, bem-articulado, com larga experiência política e de notória ousadia, o parlamentar incomoda. Pode surpreender como "azarão".

Esses são apenas alguns dos ingredientes postos à campanha presidencial deste ano, a primeira sem a participação direta de Lula em 21 anos (cinco vezes candidato a presidente da República, desde 1989). 

É um quadro absolutamente novo.


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Sexta - 05/02/2010 - 21h42

Nome do PR e o papel de João Maia em Mossoró

O PR, partido controlado no Rio Grande do Norte pelo deputado federal João Maia, tem à mão condições basilares para fazer um deputado estadual saído de Mossoró.

As possibilidades começam com o quantitativo de votos disponíveis, que deverá passar dos 156 mil. Tem mais.

Até aqui só existem duas postulações definidas à Assembleia Legislativa, saída das entranhas de Mossoró. E ambas de facções polítifcas da família Rosado, que se divide para somar e fechar a porta a novidades.

Aparecem o deputado Leonardo Nogueira (DEM) e a deputada Larissa Rosado (PSB).

Outros nomes que pululam na pré-campanha, em forma de conjectura, não são encarados ainda com seriedade, como o vereador Chico da Prefeitura (DEM) e o ex-deputado estadual Francisco José (PMN).

No PR, tudo depende de João Maia.

Ao delegar ao Diretório Municipal o poder de decidir, ele não contava com arengas e picuinhas internas. Se agir salomonicamente, gerencia a crise e aposta em outros colégios eleitorais fora à complementação de votos.

Nada de excepcional na estratégia. Há décadas que as lideranças políticas estaduais fazem assim. A oportunidade que o PR tem conspira a seu favor.

Resta saber se João e seus principais interlocutores locais vão trabalhar em favor da construção de uma força própria ou deixar o PR apenas como acessório.


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Quinta - 04/02/2010 - 08h30

Ministério Público e a "bola" dos estádios

Vejo, ouço e leio um amontoado de murmúrios contra o Ministério Público do Rio Grande do Norte. A ladainha é por força de interdição de estádios de futebol.

O Estádio Nogueirão (Mossoró) é um deles.

A ação do MP é acertadíssima, preventiva, com objetivos claríssimos e translúcidos: preservação de vidas humanas.

Em meio à paixão e aos negócios que envolvem a bola (sem trocadilho, claro), muitos esquecem do elementar: a vida.

Idosos, crianças, homens e mulheres que às vezes abarrotam estádios precisam do mínimo de segurança. Se essa garantia não aparece, alguém precisa intervir.

O papel do Ministério Público é salutar, profilático e não se trata de ranço intervencionista. Cumpre seu trabalho com zelo, em nome da integridade de milhares de pessoas.

Em meio à paixão, muitos esquecem do elementar e ignoram riscos. 

Sem estádios com o mínimo de segurança, a bola não deve rolar. Nem deve rolar bola, aqui no sentido figurado, com estádios seguros.

O Ministério Público está corretíssimo, assim como a Justiça em acatar suas ponderações.


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Quarta - 03/02/2010 - 21h20

O embuste como essência de campanha, antes e hoje

Vendo as primeiras escaramuças e mogangas da pré-campanha presidencial, não deixo passar: fácil perceber que teremos uma disputa com teor fantasioso.

O governo insinuando ou instando seu áulicos à pregação de que a oposição vai acabar com os programas sociais, como a panaceia eleitoreira do "Bolsa-Família";

Do outro lado, os oposicionista satanizando o passado da pré-candidata Dilma Roussef, classificando-a como feroz guerrilheira.

Nada de novo.

Num passado não muito remoto, os papeis apenas estavam invertidos e a ladainha era praticamente a mesma. Lula foi vendido como "sapo barbudo", a besta-fera. 

Dizia-se que não pagaria dívida externa, estatizaria bancos e asfixiaria a livre iniciativa.

Tanto antes como hoje, a mentira ganha maior dimensão do que a verdade necessária a um debate sobre os grandes temas nacionais.

Essa essência do embuste é própria dos ambientes onde predominam a ignorância e a dependência da coisa pública. Povo instruído, capaz de discernir, não faz escolhas em cima de lorotas tão primitivas.


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Segunda - 01/02/2010 - 17h13

Costa Branca perde oportunidade política ímpar

Municípios da chamada Costa Branca deixam passar oportunidade ímpar. Tinham tudo para eleição de um deputado estadual de origem da área. O cenário de 2010 mostra isso.

A criação da Associação dos Municípios da Costa Branca em 2004, num trabalho pioneiro e embrionário do então prefeito eleito de Areia Branca, Manoel Cunha Neto - o "Souza" (PP), foi célula para esse salto. Hoje a entidade continua viva, mas cambaleante.

A associação chegou a ter mais de 14 municípios-membros e foi muito ativa. Tinha os meios para sustentar projeto dessa envergadura.

Os interesses provincianos ficaram em primeiro plano e pouco se avançou noutras questões, como os salutares consórcios intermunicipais. Quem pegou a ideia e mostra liderança é o jovem Ivan Júnior (PP) de Assu, que reconduz seu município à posição de referência regional.

Por essa e por outras, a região da Costa Branca se mantém dependente de políticos de outras áreas, apesar do seu enorme potencial econômico. Fica a ver navios.

Infelizmente.

Nota do Blog - Vale ressaltar que nos últimos anos, parte dos municípios da Costa Branca viveu interminável arenga politiqueira paroquial, com demandas judiciais que botaram e tiraram prefeitos do cargo.

Isso comprometeu aspiração maior de fortalecimento regional. Ajudou no atraso e na dependência externa. 


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Segunda - 01/02/2010 - 10h34

Robinson reforça perfil movediço e quer aura de vítima

A entrevista que o deputado estadual Robinson Faria (PMN) concedeu à Tribuna do Norte (domingo, 31), postada sinteticamente por este Blog, não trouxe nada de novo. Nadica de nada.

Suas palavras o diminuíram perante o formador de opinião, aquele cidadão mais esclarecido e desapaixonado. A massa é a massa, como a própria classe política mexe e remexe a bel-prazer.

De novo, Robinson realçou um perfil de político teoricamente indispensável, todo-poderoso, mas com comportamento movediço.

Não vota em WIlma de Faria (PSB) ao Senado, claramente passa à oposição, tende a ser o vice de Rosalba Ciarlini (DEM), tentou reduzir moralmente o deputado João Maia (PR) e deixou claro que não tira seu pessoal do governo. Ou seja, quer ser enxotado e ganhar aura de vítima.

Sinceramente não creio que o deputado consiga sair desse processo como tal. Vítima, não.

Falta-lhe muito para ser diferenciado, num tempo em que a regra é ser dúbio e o mimetismo de camaleão joga quase todos numa vala comum.

Chega a alimentar saudades, tempo em que as pessoas eram do verde ou encarnado, bacurau ou bicudo e não político-melancia, verde por fora e vermelho por dentro - ou vice-versa.

Bons tempos.


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Sexta - 29/01/2010 - 15h12

Wilmismo vê Agripino como principal adversário

No alto comando do wilmismo, ninguém tem dúvida: o grande adversário da governadora Wilma de Faria (PSB) na corrida ao Senado é José Agripino (DEM).

A disputa por uma das duas vagas disponíveis ao Estado, nas eleições deste ano, coloca Wilma e os atuais senadores José Agripino e Garibaldi Filho (PMDB) numa corrida de afunilamento. É pouco provável que venha a existir grande distância de votos entre os três.

Mas estudos a partir de pesquisas e avaliações empíricas, no wilmismo, batem com o que a gente ouve nas ruas. É ela ou Agripino.

A princípio, Garibaldi e sua ardilosidade para ser "carne e peixe", "verde e encarnado", estão o credenciando à primeira colocação. É a partir do segundo voto que o "bicho" pega.

Então, é mais do que provável, que tenhamos a polarização entre Wilma e Agripino, esgrimando na busca da vitória, voto a voto.

Mas é bom que salientemos, usando a sabedoria mineira: "Política é como as nuvens..." Muda muito. 


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Quarta - 27/01/2010 - 19h52

A cara dos "amarelinhos" e a sujeira do oceano

"Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esta sujo por completo". (Mahatma Gandhi)

Folheando aqui o meu vigilante Dicionário Aurélio, leio o sentido da palavra "generalização". Vamos lá: "(...) Extensão de um princípio ou de um conceito a todos os casos a que se pode aplicar."

Por que recorro ao Aurélio? Primeiro, por admitir minha ignorância; depois, para sustentar tecnicamente as reflexões que procuro emitir neste artigo.

É-me necessário para poder avaliar o peso devastador da reportagem da "TV Mossoró", quanto à atuação de um agente de trânsito da cidade, flagrado em áudio e vídeo transacionando propina. O conteúdo é incisivo, jornalisticamente insofismável, embora que à luz do Direito deixe brecha e seja, pasme, defensável.

À minha mente, além das imagens e falas que revelariam a falta de pudor do "amarelinho", são latentes as expressões chulas dos diálogos: "migué (sic)", "homi" (sic), "boy", "cara" (sic) etc. Parece que estamos diante de filmagem da ralé do submundo, da marginália inculta e insana.

Passei a ficcionar também sobre o que se passa na cabeça de amigos, pai-mãe, irmãos e arrabaldes da vida desse jovem de 25 anos, identificado como Astério Antonio da Silva. Como administram esse redemoinho?

Que situações conflitantes: há alguns meses, acredito, ele era festejado por aprovação num concurso disputadíssimo. Paroxismo da alegria; hoje, chagado pela vergonha. Execrado.

Aquela palavrinha que citei acima, "generalização", sob o amparo do Dicionário Aurélio, cabe nesse enredo. Mas não como instrumento de uso ocasional ou sistemático. Devemos bani-la dessa discussão.

Toda uma categoria não deve ser condenada pelo pecado de um, que pode ser pecado de muitos, mas não creio que seja da maioria ou de sua totalidade.

Prefiro crer e tenho razões para apostar nisso, que a face dos agentes de trânsito não é aquela de Astério, com medicância por uns trocados, olhar desconfiado e linguagem marginal. Aposto noutro perfil. Vejo o de Ítalo Thiago da Silva Cunha, 23, agente baleado no dia 20 de novembro do ano passado, num incidente por excesso de zelo e imaturidade.

Generalizar? Não. Fujamos dessa tentação.

O elogio generalizado é leviano, da mesmo forma que julgar os amarelinhos pelo que a TV mostrou.


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Sexta - 22/01/2010 - 16h40

Fabrício Torquato X Bráulio Figueiredo

Um rabisco, esboço ainda tênue do quadro político em Pau dos Ferros, para 2012, coloca dois nomes em evidência. Por enquanto.

Contudo nada pode ser visto como definitivo ou mesmo irreversível.

O vice-prefeito Fabrício Torquato (PMDB) seria o nome do prefeito Leonardo Rego (DEM) à sua sucessão. Foi o que o Blog ouviu e publicou, a partir de depoimento da mãe de Fabrício (ex-vice-prefeita Maria Rego-PMDB).

Ela assegurou existência de compromisso nessa medida.

Na oposição, a surpresa pode ser o médico Bráulio Figueiredo (PP), filho do ex-prefeito (três vezes) Nilton Figueiredo (PP). Não significa que o pai esteja fora de cena ou aposentado à política. Porém Bráulio dá sinais de vontade pessoal à disputa.

Sua mãe, Maria José Vilaça, confidenciou essa hipótese - de forma velada - ao Blog, em postagem também veiculada recentemente. 

Mas no meio do caminho tem outra eleçião, tem outra eleição no meio do caminho.

O embate estadual de 2010 pode alterar esse quadro, fortalecendo outros atores políticos ou construindo outro cenário.

É esperar para ver.


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Quinta - 21/01/2010 - 22h40

O vice de Robinson Faria

Vou confessar: não mudei ainda de opinião. Escrevi há algumas semanas e mantenho minha crença.

Não acredito que o deputado Robinson Faria (PMN) seja entronizado vice na chapa ao governo, encabeçada pela senadora Rosalba Ciarlini (DEM).

De todas as fontes credenciadas que ouvi, algumas pedindo "off" (para não divulgar informação), há a certeza de chapa fechadíssima: Rosalba ao governo e Robinson como vice.

Minha avaliação, é que Robinson não será vice, menos ainda candidato a governador ou mesmo vice de Iberê Ferreira (PSB). Continuará sua marcha como "presidente perpétuo" da Assembleia Legislativa.

Qualquer pessoa medianamente bem-informada sabe: vice não é nada. E vice de Rosado (Rosalba é Rosado afim) vale menos ainda.

Acostumado a ser o "Vice-Rei" do Rio Grande do Norte, com controle de bancada numerosa na AL, que preside há tempo sem fim, Robinson seria engolido como subalterno da governadora. A tendência, insisto, é que aponte outro nome à chapa.

Muito provável que seja o filho Fábio Faria, atual deputado federal pelo PMN.

Na campanha de 2006, com 195.148 votos, ele foi o campeão de votos e o segundo mais votado em termos proporcionais do Brasil. Teve apoio ostensivo de Iberê, que dessa feita vai transferir seus colégios eleitorais para outro ou outros candidatos.

Bem, é o que penso. Não tenho mesmo bola de cristal, mas é o que penso.


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Quinta - 21/01/2010 - 05h18

O sorriso dos que apenas se suportam

Na passagem de Wilma no final de semana-domingo por Mossoró e Tibau, o grupo da deputada Sandra Rosado (PSB) titubeou quanto à estratégia a adotar, na estada da governadora Wilma de Faria (PSB).

Primeiro não a prestigiou à sua chegada no Aeroporto Dix-sept Rosado. Em seguida cogitou se distanciar da programação adotada por ela em Tibau. O bom senso provocou marcha à-ré.

Historicamente, o rosadismo sempre monopolizou a imagem de governadores que apoiava em Mossoró e região. Foi assim com Geraldo Melo (então no PMDB) e Garibaldi Filho (PMDB), por exemplo.

Outros áulicos eram meros penduricalhos. No máximo saíam na foto. Os ex-deputados estaduais Antônio Capistrano e Francisco José que o digam.

Com Wilma, ainda no primeiro mandato, o lengalenga foi sempre exaustivo e cheio de incidentes com facções do governo. A governadora deu demonstrações de que não entregaria sua vida e agenda ao rosadismo, mas também não prestigiou muito outras alas governistas.

Continuou sendo ela mesma: senhora do próprio destino.

Os "espaços" do rosadismo estão muito restritos na ocupação de cargos. Não é por falta de apetite. É porque enfrenta um estilo centralizador e arredio da governante. Ela é especialista em ouvir cortesãos, para ao final fazer valer sua própria vontade. 

É o jeito Wilma de ser. Por isso, nem tudo que parece, é.

Nessa relação, quase tudo é faz-de-conta. As partes se suportam por conveniência política. Por isso sorriem tanto enquanto estão sendo filmados.

Foto - Acervo do Versátil News


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Terça - 19/01/2010 - 19h02

A "cama" dos poderosos e Aclecivam Soares

Leio no Blog "Fogo Cruzado", editado pelo jornalista Aclecivam Soares, com abordagem prioritária da Região Central, que ele é vítima de intimidação. Outro a sofrer.

Na linguagem do meio, estariam "preparando sua cama". Um prefeito desgostoso com o tom de seu Blog e do Jornal Central - que edita também, pode manufaturar uma "lição" para o blogueiro-jornalista.

Em pleno Século XXI, ainda assistimos esse tipo de caso, onde a falta de argumento faz do argumento da força o principal instrumento de manifestação dos poderosos. É difícil conviver com opinião contrária e com a reflexão crítica, sei disso.

Meu caro Aclecivam, tome as precauções devidas - sempre dentro da lei - e siga em frente com seu trabalho meritório.

Sei o preço que pagas por não fazer parte da "folha" de sabujos dessa gente, vendendo a alma em vez de apenas negociar espaços publicitários.

Mas eles passam. Tudo passa!

Veja AQUI o Blog Fogo Cruzado. 


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Terça - 19/01/2010 - 16h50

Um incidente, tão-somente

Alguns internautas perguntam o porquê do Blog não ter noticiado um incidente no último final de semana, na casa de praia do casal Sandra Rosado (PSB)-Laíre (PSB).

Vamos lá.

Pelo o que ouvi, tudo não passou de um caso burlesco de alcoolismo, sem nenhuma relação política. Não foi ação de adversário ou de aliado destemperado.

Os depoimentos colhidos apontam para algo que poderia ter ocorrido em minha casa, na sua ou de outrem.

Claro que em face da projeção social e política do casal, o fato é notícia. Em jornalismo é assim que o olhar ganha abertura maior. Aqui, no Japão, em New York ou no Saara.

O Blog foi instado por telefone e e-mails a se manifestar.

"Venderam-me" a versão de que a deputada Sandra Rosado (PSB) teria agido com rispidez, ao supostamente chamar a polícia. Houve quem visse a atitude básica de defesa pessoal e do próprio patrimônio, como algo inaceitável.

Não penso assim. E não tenho qualquer motivo para ser simpático ao casal. Trato de ser pelo menos civilizado.

O fato de serem políticos não os obriga à capacidade de Cristo. Qualquer pessoa no lugar de ambos teria agido assim. Ou de forma mais ríspida e talvez fatal.

Soube, até, que o rapaz que usou um carro para demolir o portão da casa e teria causado outras depredações, tem família de afinidade política com Sandra e seu grupo. Contam-me que é um jovem empresário, com responsabilidades herdadas de um pai (que conheci de perto) falecido precocemente.

É isso.


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Terça - 19/01/2010 - 14h50

A "seleção natural" em Pau dos Ferros

Estou em Mossoró. Passei alguns dias entre o Alto Oeste do Rio Grande do Norte e sertão da Paraíba, precisamente Uiraúna.

Em Pau dos Ferros, como faço em toda comuna que circulo, trato de ouvir a voz do povo. Mercado, taxista, o homem simples da rua. É meu mais notório e infalível instituto de pesquisa. Laboratório pulsante, efervescente.

Depois é que gosto de falar com as estrelas, os agentes públicos, os figurões e seus asseclas. Tem sido assim há anos, no ofício de reportar. Não tenho do que reclamar do método empírico.

Em Pau dos Ferros, maior referência política do Alto Oeste, a impressão é que as eleições de 2010 vão plasmar o que será formado para 2012. Os reflexos de decisões de agora vão bater à porta do pleito municipal de 2012.

Hoje, evidencia-se a liderança do prefeito Leonardo Rego (DEM), tendo o pai-deputado Getúlio Rego (DEM) como uma lanterna na proa. Como vão traduzir adiante essa hegemonia, a ponto de esticá-la em vez de tão-somente transferi-la, é o "xis" da questão.

A aliada Maria Rego (PMDB) fez do filho Fabrício Torquato (DEM), o vice-prefeito de Leonardo. Sonha com ele na prefeitura em 2013. Confidenciou ao Blog, que tem essa promessa do grupo de Getúlio. Maria não tem vocação para ser coadjuvante. Getúlio e Leonardo sabem disso.

Na oposição, há uma confusão de vozes e um certo atabalhoamento. Derrotado à prefeitura após ser prefeito em três oportunidades, o médico Nilton Figueiredo (PP) é ainda sua maior referência. Porém é certo que perdeu muito fôlego.

Seu filho e também médico Bráulio Figueiredo (PP) dá mostras de apetite à política. Entretanto é ainda uma incógnita.

O ex-deputado estadual Elias Fernandes (PMDB) tem em seu filho Gustavo Fernandes (PMDB) a cartada mais decisiva. É vencer ou vencer agora, fazendo-o deputado estadual. Em caso de derrota, seu cacife cairá vertiginosamente na oposição, com vistas a 2010.

Outras forças são tímidas e quase imperceptíveis. Nada tem prosperado como terceira força.

Sim, mas não esqueçamos de um detalhe: antes das disputas municipais teremos o embate deste ano. O resultado que sairá das urnas mapeará muito do que será desenhado para as disputas paroquiais.

É um jogo em dois tempos, cheio de possibilidades e armadilhas.

Quem sobreviverá? Eis o tempo como senhor do destino, mas a seleção natural darwiniana indicará os mais fortes.

É a seleção natural funcionando, também, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte.


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Segunda - 18/01/2010 - 03h06

O claro exemplo do Chile com Sebastián Piñera

Terminou a disputa presidencial no Chile. Venceu o candidato da oposição, o empresário Sebastián Piñera.

O maior derrotado não é seu opositor na campanha e urnas, o ex-presidente Eduardo Frei. Perde a presidente Michele Bachelet.

Ela detém aceitação de 80%, conforme pesquisa de opinião pública, mas nem assim conseguiu transferir seu carisma e conceito a Frei.

Cito o exemplo do Chile para mostrar como será difícil a eleição presidencial brasileira deste ano. O presidente Lula é um fenômeno de popularidade, no patamar de Bachelet, mas também com nome sem carisma e popularidade.

A presidenciável Dilma Roussef terá que mostrar fôlego próprio, que se some à força de Lula e da máquina pública, lógico,

O exemplo do chile é emblemático. Mostra como é complicado transferir votos.  


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Sexta - 15/01/2010 - 10h10

"Invasão" compromete reeleição de políticos mossoroenses

O assédio a vereadores de Mossoró, por pré-candidatos a deputado estadual e Federal, dá mostra de como será difícil a corrida eleitoral para candidatos nativos em 2010.

Como aconteceu em 2006, a "invasão" quebra discurso bairrista e atrasado, de defesa de postulações "da terra". A propósito, retórica de quem domina a cena política mossoroense como se fosse "reserva de mercado". Só para si.

Em 2006, essa ocupação de espaço por candidatos originários de outros municípios, terminou pegando em cheio a deputada estadual Ruth Ciarlini (DEM) e o deputado federal Betinho Rosado (DEM). Ambos foram derrotados.

O ex-vereador natalense Rogério Marinho (PSB, agora no PSDB) foi quem mais investiu no apoio de veredores e ex-vereadores. Obteve 7.077 votos, mesmo com escaça presença física e ações para o municipio.

Com nova campanha se aproximando, o enredo caminha para se repetir.

Detentores de mandato na atualidade, os deputados estaduais Leonardo Nogueira (DEM) e Larissa Rosado (PSB) que se cuidem, além dos federais Betinho Rosado e Sandra Rosado (PSB). 


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Quinta - 14/01/2010 - 16h38

O peso e o preço das "candidaturas avulsas"

Tenho percorrido vários municípios do Rio Grande do Norte em regiões distintas. Em todos, a impressão que colho é a mesma.

Será muito difícil "casar" voto e amarrar alianças de apoios às chapas majoritárias e proporcionais.

De modestas lideranças populares e prefeitos, todos raciocinam que devem ter conversas e "negociações" em separado. Cada voto é tratado em separado.

Como não há obrigatoriedade do voto vinculado, cada postulação praticamente se transforma numa "candidatura avulsa". Ninguém pense que fechando apoio ao governo, puxa endosso a candidaturas a Senado (duas), deputado federal e deputado estadual.

A própria luta presidencial tende a correr à parte, numa raia independente, com influência residual dos líderes paroquiais ou estaduais.

Esse desmanche do sistema partidário não é culpa do agente político da base. É resultado da desarrumação provocada pelos "caciques" no topo da pirâmide do poder.

Em busca da sobrevivência individual, eles praticamente exumaram o instituto da candidatura avulsa (cada um por si e Deus por todos). Essa modalidade de candidato tinha morrido oficialmente no início do século passado, ainda durante o período conhecido como "República Velha" (1889-1930).

Mais atraso, impossível.   


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Quarta - 13/01/2010 - 22h42

Os dados à mesa e a instabilidade do wilmismo

Um sinalizador da inconsistência do wilmismo, nesse momento da política potiguar, é o fato de não possuir qualquer nome na plataforma de lançamento à Câmara Federal. E é provável que não apareça ninguém.

Os esforços estão concentrados na eleição da governadora Wilma de Faria (PSB) ao Senado. Coadjuvando-a, os filhos Lauro Maia (PSB) e Márcia Maia (PSB).

Lauro à cata do primeiro mandato de deputado estadual e a mana à reeleição à Assembleia Legislativa.

Em outros tempos, você duvida que Lauro Maia seria candidato a deputado federal?

Mas os dados continuam na mesa. O jogo estão em andamento.

Acompanhemos os próximos movimentos.


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Quarta - 13/01/2010 - 20h16

Zilda Arns, orgulho brasileiro

Acompanho com pesar a tragédia do Haiti. Há cobertura planetária do terremoto e seus efeitos nesse país paupérrimo da América Latina.

Testemunhamos ainda uma mobilização mundial para socorrer esse povo e suas milhares de vítima. Podem passar de 100 mil mortes.

Em meio a tantas mortes e feridos, além da destruição material, particularmente sinto a perda de dona Zilda Arns. Ela é um ícone da Pastoral da Criança. Iluminada.

Essa mulher é responsável pela salvação de milhões de vidas no Brasil, além do mundo afora. Seu trabalho social tem apelo humanitário de enorme profundidade.

Morreu longe de seu país, mas perto de gente comum que atendeu durante toda uma vida.

É uma brasileira para encher de orgulho cada um de nós brasileiros.

Veja mais AQUI.


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Quarta - 13/01/2010 - 20h00

A lei e a estupidez no caso "Chico da Prefeitura"

Conheço há vários anos o Chico da Prefeitura (DEM), vereador por seis mandatos consecutivos em Mossoró. No mínimo posso dizer que nos queremos bem, nos respeitamos.

Acompanho-o desde tempos em que era modestíssimo servidor municipal. Tenho-o em boa conta, não obstante oscilações de humor e certos disparates. É um sujeito humilde e de família numerosa, além de honrada.

Mas não o via até então com postura tão atrabiliária. É péssimo para si, mas também reflete negativamente na própria Câmara Municipal.

Quanto aos agentes de trânsito, observo que passaram a ser perseguidos pelo governo em face da postura independente e politizada que adotam. O poder não está acostumado a ser contestado e não admite contraponto.

Em meio à sociedade, eles também enfrentam focos de resistência ao seu trabalho.

Há relutância em aceitar que dezenas de jovens sejam - como de fato o são - autoridades disciplinadoras de um trânsito culturalmente caótico e insano. Há décadas funcionava sob relação permissiva e por que não dizer, promíscua.

Reitero o que já escrevi antes: sem uma gota de bom senso nesse oceano de intolerância, testemunharemos a estupidez vencer a lei e a impunidade sacramentar o "jeitinho brasileiro" como regra social.

A barbárie não combina com uma sociedade que se diz libertária e civilizada. Não somos uma coisa nem outra, sem normas que tornem a lei igual para todos e não apenas para os "inimigos" dos donos da cidade.


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Segunda - 11/01/2010 - 23h33

Rosalba dará espaço a Rogério; Betinho é afetado

A afinação que o deputado Rogério Marinho (PSDB) alimenta com a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), apoiando-a, deve gerar efeito colateral em Mossoró.

Como fica o deputado federal e cunhado da senadora, Betinho Rosado (DEM), ante a clara obrigação de dividir espaço com Rogério em Mossoró?

Em 2006, Rogério obteve 7.077 votos em Mossoró, sem qualquer tipo de intermediação ou alinhamento com referências graúdas da política mossoroense. Agora, tende a ocupar palanque da própria Rosalba.

A prioridade do rosalbismo é a eleição de Rosalba. Entretanto como em 2006, pode pagar preço considerável pela aspiração a qualquer preço.

Àquele ano, o grupo não conseguiu reeleger Ruth Ciarlini (DEM) - irmã de Rosalba - à Assembleia Legislativa e o próprio Betinho, que só voltou à Câmara Federal devido morte do titular Nélio Dias (PP), em 2007.


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Segunda - 11/01/2010 - 15h56

Mudança de Robinson Faria enfrenta áreas de insatisfações

Ninguém espere uma mudança simples, a transferência do grupo liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Robinson Faria (PMN), para a oposição. É giro de 180 graus cheio de problemas..

Nas coxias do poder, poucos duvidam que Robinson esteja acertado com Rosalba Ciarlini (DEM), para a campanha deste ano. Porém ele poderá sofrer sérias defecções.

Deputados que seguem a liderança de Robinson estão mais preocupados com o próprio "umbigo." Querem meios à reeleição. Se a senadora Rosalba Ciarlini é favorita ou não, é questão secundária.

Entre outros motivos, Robinson não proclama sua posição de desistência da própria pré-candidatura a governador e apoio à Rosalba, porque ainda precisa acomodar interesses. A começar pelos fios de ligação de seu esquema com o governo Wilma de Faria (PSB).

Nesse contexto estão os deputados governistas. Sob o "guarda-chuva" da Assembleia Legislativa, eles possuem facilidades que os tornam duplamente favorecidos na corrida eleitoral: estão deputados e são governistas. Num racha, claro que vai desaparecer o segundo diferencial.

Habilidoso nos bastidores e num cargo em que tem-se perpetuado, de presidente da AL, Robinson precisa compensar eventuais perdas dos governistas. Lógico que uma postulação do atual vice-governador Iberê Ferreira (PSB), ao governo, pesará nas discussões e tomada de posição de cada parlamentar.

Nesse enredo, não é possível ignorar também o perfil proativo da governadora e pré-candidata ao Senado, Wilma de Faria (PSB). É pouco provável que fique à espera de Robinson até ser descartada. Quando efetivamente agir, pode provocar desarrumação no que parece acomodado.

Portanto, não tem nada hermeticamente fechado ou claramente definido.


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Sábado - 09/01/2010 - 22h02

De Romário, "bola" e política

Sou de um tempo em que era comum, garoto, ouvir dos mais velhos: "O sujeito quando não serve para nada vira soldado de polícia".

A classificação era uma herança do tratamento de submissão dado aos fardados, muitas vezes confundidos com a própria bandidagem. Veja o caso das "volantes" que perseguiam cangaceiros na primeira metade do século passado.

O sertanejo ficava sempre entre a cruz e a espada. Não sabia o que era pior: o cangaceiro ou o soldado da volante. Até na indumentária eles se pareciam.

Agora, a atividade "laboral" a ganhar tal pecha é a de político. Quando alguém não tem qualquer utilidade em certas famílias, termina na política.

Quando certas figuras perdem ou não têm bússola, o jeito é migrar à política.

Quem me ajuda a acreditar nisso é o ex-jogador Romário. Vejo na Grande Imprensa que ele está, com sua ginga, querendo ser candidato a deputado federal.

Num ambiente que há tempo vive de "bola", Romário vai cair como uma luva.

Um lugar que já teve "anões" do orçamento, não vai se queixar de acomodar o "baixinho".

Pobre Brasil!


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Sexta - 08/01/2010 - 20h24

Robinson Faria, o vice-rei do RN e uma chapa difícil

Matutando cá com meus botões, sobre a quase-aliança entre Robinson Faria (PMN) e Rosalba Ciarlini (DEM), chego a uma ilação. Mais uma.

Deputado e quase presidente perpétuo da Assembleia Legislativa, Robinson reeleito continuará com enormes possibilidades de se manter como uma espécie de vice-rei da Capitania Hereditária do RN.

Feito vice-governador, será mais um. Só mais um acessório do governante, de quem é ordenador de despesas e assina decretos, projetos, portarias etc.

E a natureza dos Rosado, de quem Rosalba é parente-afim, mulher do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), não costuma dividir ou lotear espaços. Como todo Rosado. 

Mesmo que realmente feche composição com o DEM de Rosalba, é provável que Robinson aponte um vice em seu lugar; ele tende a continuar correndo na raia onde é craque quase absoluto há várias legislaturas.


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Sexta - 08/01/2010 - 09h38

As forças nada ocultas no lengalenga da água e dos deputados

Não entendo o porquê da celeuma e pressão exclusiva de setores da mídia, em cima do deputado José Dias (PMDB).

Refiro-me à postergação de envio de projeto sobre melhoria no sistema de água de Mossoró, para apreciação e votação pelo plenário da Assembleia Legislativa. A matéria está na Casa desde o dia 13 de outubro.

Se José Dias é líder do PMDB, ele espelha a vontade da totalidade da bancada ou de sua maioria. Simples. É assim em qualquer parlamento democrático.

Além de José Dias, o PMDB tem Walter Alves, Poti Júnior e Nélter Queiroz na bancada. Leve-se em conta, ainda, que lideranças estaduais e nacionais como o senador Garibaldi Filho e o deputado federal Henrique Alves.

Óbvio ululante que falta vontade política para que o projeto seja votado. A própria mesa da AL, presidida pelo pré-candidato a governador Robinson Faria (PMN) tem meios para fazer o projeto andar. Tem interesse? 

Um projeto que chegou às pressas à AL, enviado pelo Tribunal de Justiça do Estado e que tratava de aumento nas custas judiciais (100%), foi aprovado de sopetão. Rápido, vapt-vupt.

Enquanto isso, uma proposição do governo estadual para sanear a crise de água em Mossoró, em valor superior a R$ 119 milhões, fica em banho-maria. Faz-se um caviloso jogo de cena, de zelo extremado quanto à coisa pública.

Até parece que a coisa é séria. Não é.

Por trás desse lengalenga existe uma briga surda, para impedir que o projeto se transforme na mais importante bandeira de campanha da governador Wilma de Faria (PSB) e seu provável candidato ao  governo, vice-governador Iberê Ferreira (PSB).

Pobre Mossoró!


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Terça - 05/01/2010 - 21h24

Vereador promove novo "massacre" étnico com projeto de lei

O município de São Carlos (SP) ganhou notoriedade nacional ano passado, em face de algo que poderia ser apenas polêmica paroquial: mudança do nome de uma de suas ruas. Mas a divulgação do caso logo se revelou especialmente necessária.

Moradores da "Rua Sérgio Paranhos Fleury" ganharam outra denominação para a artéria pública: "Rua Dom Hélder Câmara".

O projeto de lei que proporcionou a mudança foi do vereador e presidente da Câmara Municipal, Lineu Navarro (PT). Visou corrigir o “absurdo da denominação de uma rua homenagear o delegado que se notabilizou por haver comandado e também participado pessoalmente de sessões de tortura de presos nos porões da ditadura militar", assinalou.

Em seu lugar foi posto o nome de um religioso que teve papel combativo contra o aparelho de repressão e em defesa dos direitos humanos.

A narrativa que fiz acima, é para sustentar a necessidade de se respeitar a história, cultura e dignidade de um povo. Serve para ilustrar abordagem sobre o que está sendo perpetrado contra Natal. Mudar nomes de logradouros públicos ao bel-prazer, às vezes com base em interesses politiqueiros, é uma peste nacional.

O vereador Júlio Protásio (PSB), em segundo mandato, entendeu de substituir o nome da Rua Tororós por "Desembargador Wilson Dantas" (Veja
AQUI suas explicações). Não tem apoio popular, mas a conivência boba da prefeita Micarla de Sousa (PV).

Vereadores em Natal ou em qualquer parte do país, deveriam priorizar o inverso: perenidade dos nomes de batismo em ruas, avenidas, praças etc. É uma forma de valorização da identidade telúrica de um povo. A troca injustificável é uma agressão, como se alguém estivesse sendo "desomenageado" por alguma mácula descoberta em sua biografia.

O que a etnia indígena dos Tororós fez, além de ser massacrada pelo colonizador europeu? É possível que não exista sequer um beco em Natal para ganhar o desembargador Wilson Dantas como patrono?

Em São Carlos, que baniu o abjeto Fleury de seu ambiente social, exumando o grande Dom Hélder Câmara, há uma lei que proíbe a alteração de nomes. Aprovou-se algo de caráter excepcional e com arrazoado consistente.

O que Protásio promove em Natal é outro massacre contra os silvícolas, mas sobretudo contra uma sociedade inteira, que teima em não ter memória e respeito por sua própria herança cultural.

Conheça melhor 
AQUI a questão de São Carlos e quanto à vida de Fleury e Dom Hélder Câmara.

Foto - Júlio Protásio e o senador José Agripino.


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Quinta - 31/12/2009 - 19h41

Aqui como no RN, educação está em baixa em Pernambuco

Como já disse em outras postagens, estou no Estado de Pernambuco. Circulo em férias "físicas", mas continuo em atividade virtual neste espaço.

Aproveito ao máximo o tempo para conhecer áreas da conurbação da Grande Recife-PE. Estou encantado com sua pujança econômica e cultura diversificada.

Há um enorme sentimento nativista e exaltação ao seu patrimônio histórico-cultural-antropológico. Mas em termos de Educação e Segurança pública, por exemplo, parece não diferir muito do que testemunhamos por aí.

O governador Eduardo Campos (PSB) paga um dos piores salários aos docentes pernambucanos. Foi o que ouvi de professores. Um deles, em Igarassu, Celso Silva, complementa sua remuneração com banca de produtos naturais no mercado popular.

"Às vezes me sinto indo para tortura quando vou para a escola, cumprir meu ofício. É uma pena - queixa-se.

Eduardo Campos é o segundo melhor governador avaliado pelo instituto Datafolha, em sondagem divulgada há poucos dias. Chegou a 57% em intenção de votos à reeleição. O ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) aparece com 28%.

Pelo visto, manter o povo sem instrução continua sendo uma arma infalível à dominação.

P.S - Nos próximos dias vou tentar conhecer área do porto de Suape, além de aspectos da cultura de Olinda, Recife etc.

O que vi nesses  primeiros momentos em Itamaracá já enchem os olhos.            


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Terça - 29/12/2009 - 21h59

O papel emblemático de Benes Leocádio

A aprovação do projeto que altera legislação sobre o ICMS não é uma vitória apenas de 148 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte.

É uma vitória pessoal do prefeito de Lajes, Benes Leocádio (PP). Mais ainda.

É algo emblemático e revela um paradigma, num tempo em que o comum é gestor público choramingar miséria e andar com pires à mão. Ele, mostrando liderança, fez acontecer. Foi à luta, alterou o curso da história e a cultura das lamúrias.

O movimento desencadeado por Benes, através da Federação dos Municípios do RN (FEMURN), levou a Assembleia Legislativa (veja matéria abaixo) a mexer com o que parecia imutável. Bateu de frente com gigantes, caso da Prefeitura do Natal.

O papel cumprido por Benes deixa clara a diferença entre quem lidera e quem chefia. O primeiro conduz, o segundo manda (e nem sempre é atendido).

Claro que o projeto que se transformará em lei não é a panaceia. Não vai sanear ou minimizar a crise quase que perene na maioria dos município. Porém prova que muito pode ser feito com boa articulação e ideias.

Chega de chororô. Agentes públicos precisam sair da cadeira giroflex e pensar além do convencional.

Benes mostrou como se faz.


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Quinta - 17/12/2009 - 18h40

Ciro e Aécio e os reflexos no plano estadual

Pelo menos dois fatos novos, nas últimas horas, mexem com a política nacional. Um, pelo menos, capaz de incidir diretamente no cenário potiguar.

O bem avaliado governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), anuncia que sai da disputa interna à escolha como candidato à presidência da República. Apostará em vaga ao Senado por seu Estado.

Já a cúpula do PSB, entende que o deputado federal Ciro Gomes deve ser mesmo candidato à presidência. Apostam em seu nome com hipótese de ser realmente eleito e, no mínimo, puxar candidatos a governo nos estados e bancada federal.

No Rio Grande do Norte, a postulação de Ciro pode causar uma tsunami no governismo. Sempre se autoproclamando uma "mulher de partido", a governadora Wilma de Faria (PSB) terá que descartar apoio à presidenciável Dilma Roussef (PT), em favor de Ciro, componente de sua sigla.

Isso acontecendo, é pouco provável que tenha sequer uma banda do PMDB, além do PR do deputado federal João Maia. O deputado estadual Robinson Faria (PMN) está arredio há tempos.

A candidatura de Wilma ao Senado ficaria praticamente numa faixa própria, sem maiores suportes à vitória. O pré-candidato e eventual candidato ao governo, vice-governador Iberê Ferreira (PSB), topa candidatura com esse quadro? Ele espera, como já disse em entrevista, reunir o máximo da base aliado. 

Claro que é tudo muito cedo para afirmações. Mas não faltam elementos a digressões, deduções e estudos.

Nunca, na história deste Estado... houve um quadro político tão confuso, nebuloso e de difícil prognóstico.


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Quinta - 17/12/2009 - 05h14

Rosalba mantém "Fafá" a distância e evita se comprometer

Não há força humana, extraterrestre ou paranormal que consiga extrair um depoimento analítico e técnico, da senadora Rosalba Ciarlini (DEM), sobre a gestão desastrosa de sua sucessora na Prefeitura de Mossoró. 

A prefeita Fátima Rosado (DEM), apoiada por Rosalba com a promessa - em duas campanhas - de ser a "continuidade" de sua gestão, movimentou mais de R$ 1,250 bilhão em seus quatro primeiros anos de governo. A expectativa é gerir cifras ainda maiores no segundo mandato.

Mesmo assim e tendo recebido uma prefeitura "enxuta", conforme anunciado à época, conseguiu o feito de desequilibrar as contas e comprometer praticamente todos os serviços básicos. Sem contar que reduziu o ganho salarial de servidores e limitou investimentos.

As principais obras da administração decorrem de recursos federais e do Estado.

Rosalba tem pesquisa em mãos mostrando que a rejeição ao governo atinge números espantosos. Seu temor é de ser contaminada.

A estratégia do marketing da pré-candidata é evitar identidade com o governo, de modo a se induzir a opinião à comparação e nunca à associação da sucessora com a senadora. A ordem é manter certa distância e boca calada.

"Fafá", nome político que a prefeita Fátima adotou, é hoje uma ameaça para o grupo do qual Rosalba faz parte e à própria trajetória oligárquica do clã Rosado, hoje dividido em dois blocos.

Ela trincou as quatro pilastras da mitologia política que desde 1948 ocupa o topo do poder local: aura da "vocação política", "espírito público", "capacidade administrativa" e "honradez".

Depois que Fafá e sua patota passarem, como cavaleiros do apocalipse, o trabalho dos Rosado será de exumação e restauração. Não é fácil recompor uma terra arrasada.


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Quarta - 16/12/2009 - 16h12

Câmara de Baraúna em evento emocional e organizado

A Câmara de Baraúna promoveu sessão solene à noite de ontem (terça, 15). Prestou homenagem a várias pessoas.

A concessão de título de cidadania marcou - de forma emocional, discursos e o evento em si.

Entre os homenageados, o ex-vereador mossoroense Sérgio Coelho e o médico Fernando Albuerne, além da upanemense Maria Auxiliadora do Nascimento, "Maria das Malhas"-PSL (vereadora em Mossoró).

Nota do Blog - Minha estada na cidade ensejou abraçar amigos queridos, sobretudo o ex-vereador e ex-prefeito José Ivan - uma das melhores pessoas que conheci na política: Decente, leal, solidário.

Também preciso salientar, que me impressionou o modelo de cerimonial adotado na Casa. Precisa ser seguido por outras instituições.

Ritual ágil, com apenas dois discursos formalmente definidos, além de uma mesa diretora com o básico em termos de autoridades.

A presidência da Câmara é ocupada pelo empresário Marcos Rosado Almeida, filho de minha amiga querida Lúcia Rosado e empresário Tarcísio Rosado.

Foto - Maria das Malhas recebe título das mãos do vereador Édson Barbosa (PV), autor da proposição.


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Quarta - 16/12/2009 - 10h58

Duas caixas de Pandora e o "Baú da Felicidade" da patota

Ao narrar somente uma pequena parte do que ocorre no submundo do poder em Mossoró, este Blog não tem dúvidas: Tragam duas "caixas de Pandora" para acomodar tanta perversidade.

Em Brasília, o governador do DEM - José Roberto Arruda - e sua patota carregam dinheiro em paletó, meias, bolso e em sacos. E continuam no poder assim mesmo.

Cinismo, desfaçatez e ausência da lei: impunidade.

Em Mossoró, outro governo do DEM também faz vergonha com o sorriso "Colgate" da prefeita sem-bússola Fátima Rosado. Insulta, humilha, persegue e agride pessoas de bem. 

É, ainda, notório o sucateamento dos serviços públicos básicos, redução de salário do servidor e gastos milionários com "prioridades" duvidosas. Tudo exala um péssimo odor, com traços de insalubridade moral.

Segundo a mitologia grega, Pandora era filha de Zeus e foi prometida ao titã Epimeteu. Ao abrir a caixa que ela trazia, Epimeteu liberou sem querer todos os males à infelicidade humana.

No caso de Mossoró, só temos escancarado o "Baú da Felicidade" para arrumar a vida de um grupelho. Parte dele não tem sequer profissão definida, outros nunca trabalharam e certos "competentes" quebrariam com o monopólio da Coca-cola no verão de Copacabana.

Mais DEMoníaco, impossível.

A diferença - num comparativo com Brasília - é que aqui não há Polícia Federal. Ou existe para catar CD´s e DVD´s em calçadas de mercados e praças.

Infelizmente.

Deus nos livre e guarde da "Era das Trevas".

Ó, Zeus!!!


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Terça - 15/12/2009 - 16h08

Câmara de torturas para o povo de Mossoró

A Câmara de Mossoró concluiu hoje um dos mais degradantes ciclos de sua história. Seus membros, com raríssimas exceções, devem esquecer o período.

Em menos de uma semana, a bancada de nove vereadores do governismo, contra quatro da oposição, aprovou 15 projetos do Executivo em regime de urgência urgentíssima, sem a mínima apreciação técnica e debate.

Projetos que tratavam do meio-ambiente, mudança na relação da prefeitura com a Caern, criavam novos cargos, promovia minirreforma administrativa, instituía regime militar para agentes de trânsito, doava três terrenos a empresas privadas, mexia com a estrutura legal da Guarda Municipal, intituía o Conselho Municipal de Saúde, constituía taxas para carros e motos e outros interesses foram aprovados sem que quase ninguém na câmara e fora dela saiba seu conteúdo. Decisões próprias de regimes arbitrários,  de imposição de força.

No mesmo tempo, essa "tropa de choque" rejeitou 64 emendas de vereadores da oposição, com propostas ao projeto de Orçamento Geral do Município (OGM). O critério adotado para a poda? Porque eram da oposição. Só.

Chegou-se ao cúmulo da desfaçatez, quando o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Chico da Prefeitura (DEM), nomeou-se também para relator do projeto. 

O que testemunho não tem similar na história política de Mossoró.

Nem durante o regime da ditadura militar, em que MDB e Arena (partidos consentidos) mantinham ferrenhos e sadios debates, não se viu tamanho servilismo e desrespeito ao próprio mandato.

O povo? Que se dane!

Que pena!


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Segunda - 14/12/2009 - 13h20

A culpa não é de Sandra (o fracasso dos sicários da imprensa)

As vaias assacadas contra a prefeita Fátima Rosado (DEM) na madrugada de domingo (13), em plena festa de Santa Luzia, ainda ecoam nesta segunda (14). São perturbadoras, sim.

A espontânea manifestação, quando a prefeita teve seu nome mencionado, não é um fato qualquer. Trata-se de uma reprovação pública à sua tibieza. É também censura à forma como transformou uma outorga popular (dada em 2008) em usurpação de confiança. Traição.

O que pode ser avaliado ainda, nesse episódio, entre tantos outros aspectos, é o fracasso da política de comunicação do Palácio da Resistência. Mesmo com milhões despejados em jornais, rádios, revistas, carros-de-som, TV´s e pontuais webmídias, o governo não consegue engabelar a opinião pública.

O fenômeno é tão marcante, que contraria uma velha teoria de marketing, vendida como verdade suprema: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade."

Foi criada pelo ministro da propaganda nazista, Joseph Goebells, mas desmentida na Mossoró da "Era das Trevas" encarnada por "Fafá", mas personificada pelo caráter autossuficiente do seu irmão, agitador cultural Gustavo Rosado (PV). 

O rolo-compressor da "assessoria de incenso" pegou o viés da pura agressão, leviandade e satanização de contrários. É um enorme desastre. Não consegue provar que é verdadeiro o sorriso "Colgate" da prefeita.

E por que algo de força tão descomunal malogrou?

As explicações estão no ar. Numa avaliação empírica ou científica elas aparecem facilmente. A mídia não propaga a imagem do governo ou da suposta governante. Sob inspiração doentia de Gustavo, a comunicação espelha seu temperamento impulsivo, arrogante e sem escrúpulos.

Abre mão da informação para apostar no insulto. Não defende, ataca; nâo informa, deforma; não rebate, destrata.

Esse modelo de antagonismo de resultados, mexe e remexe com imagens estereotipadas. Seu substrato é a inverdade.

"Turma do Mal"

No enredo, de um lado é escalada a "turma do bem", ou seja, os que são pagos para deificar a prefeita e o governo. Do outro, a "turma do mal", ou seja, quem se atreve a pensar e ter autonomia, mesmo que a crítica ajude à gestão.

Produz-se em Mossoró uma inusitada batalha de versões, obrigando a sociedade a garimpar a verdade. Tentativa árdua que objetiva separar o inverossímil da realidade. Numa extremidade estaria a imprensa "marrom", golpista; noutro ponto diametralmente oposto, a imprensa "azul-turquesa". 

Essa ciranda-cirandinha desmoraliza, em essência, a própria mídia de Mossoró - com honrosas exceções. O descrédito resulta na inaptidão para influir no básico, como atestar que o "Governo Da Gente" é capaz e probo. Milhões jogados fora.

Forma opinião quem tem opinião. É como fazer uma gemada: impossível aprontá-la sem ovos. 

Em nome de sua sobrevivência "agora", boa parte da imprensa encarna o desonroso papel de sicário dos donos do poder. Num passado remoto, o mandonismo tinha o suporte de capangas com outras armas. Era a "tropa de choque" pro "prende e arrebenta" ou "mata e esfola".

Em Mossoró, hoje, quem atravessar o caminho dessa patota "vai pro pau", linguagem da marginália - muito usual nos intramuros da prefeitura. 

Exemplo recente é o vereador oposicionista Genivan Vale (PR), que virou inimigo do regime. Bem-articulado e autônomo, o parlamentar está na alça de mira. 

Ele foi demonizado como homofóbico, depois de participar de um diálogo banal com o governista Flávio Tácito (PSL), colega de plenário. A farsa bizarra rendeu choro, mas sobretudo um noticiário hipócrita. Não colou. Nem colaria. O texto não entraria em cartaz num teatro insalubre da periferia paulistana.

Os poderosos, incapazes de uma leitura desapaixonada do cenário, optam por repetir erros e insistem em teorias conspiratórias. Além disso, não são do ramo.

É provável que espalhem que a regente das milhares de vozes de apupos, contra a atordoada Fátima, tenha sido a deputada federal Sandra Rosado (PSB). Não, a culpa não é de Sandra. Outra hipótese é que assegurem ser tudo inverídico. São versões recorrentes.

Porém é certo que vem por aí algum tipo de vingança, escolhendo vítimas a dedo. Ordens de quem está pagando, com o dinheiro do contribuinte.

Essa banda da imprensa de aluguel (barato) lembra muito os "popas", sacerdotes de segunda classe nos rituais de sacrifício humano em templos de Roma na antiguidade. O papel deles era preparar as vítimas pro fim. Nunca ascendiam a postos mais elevados na hierarquia. Mortos-vivos.

E assim tem sido através dos tempos. 

Foto - Fátima Rosado e Sandra Rosado (Acervo Blog do Carlos Santos


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Sábado - 12/12/2009 - 21h45

Desenho, rabiscado, da política do RN para 2010

Vice-governador Iberê Ferreira (PSB) candidato a governo. Prego batido, ponta virada. Seu vice é o "xis" da questão. 

É pouco provável que seja o deputado federal João Maia (PR). O parlamentar deverá ir à reeleição.

Senadora Rosalba Ciarlini (DEM) candidata a governo. Prego batido, ponta virada. Seu vice é o "xis" da questão.

O deputado estadual Robinson Faria (PMN) poderá indicar esse nome, para compor chapa com a senadora.

Robinson Faria ainda pré-candidato a governador. Faixa própria, quase solitário. Terá que escolher entre a ousadia-aventura e uma saída sensata-inteligente.

Este é o desenho, ainda rabiscado e sujeito a retoques, do quadro político do Rio Grande do Norte para 2010.

Mas ainda sujeito a alterações consideráveis, sobretudo em face da disputa que parece mais empolgante, por duas vagas ao Senado. 


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Quinta - 10/12/2009 - 21h22

A morte "morrida", sem luto, da Unidade Potiguar

De Natal, blogs como o Território Livre (Laurita Arruda) e Fator RRH (Ricardo Rosado) lembram que hoje é dia 10 de dezembro. E daí?

Explico.

Eles assinalam que havia acordo expresso entre os líderes do bloco que se autodenominou de "Unidade Potiguar", para anúncio de decisão formal quanto ao seu futuro, na sinuosa política nativa em relação a 2010.

Pois bem, hoje é dia 10 de dezembro e não aconteceu nada. A Unidade Potiguar morreu por inanição. De morte "morrida", sem cheirar nem feder.

Foi sem nunca ter sido.

Os deputados federais Henrique Alves (PMDB), Fábio Faria (PMN) e João Maia (PR), além do deputado estadual Robinson Faria (PMN), não avançaram um milímetro. Não conseguiram sequer emparedar a governadora Wilma de Faria (PSB).

O "freio de arrumação" que Henrique definiu como papel do bloco, para acomodar interesses no governismo, virou cavalo-de-pau. A pirueta espalhou-os por aí, sem qualquer ordenamento.

Cada um por si e Deus por todos.

Valeu a intenção. A proposta pareceu interessante. Chegou a ser ousada. Mas política não é mesmo uma ciência exata. Muitos até não a vêem como tal.

Fechem o caixão da Unidade Potiguar. Entretanto está dispensado o luto.

O defunto não merece tanto.


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Quinta - 10/12/2009 - 02h00

Inspiração militar transforma agente de trânsito em lacaio

O Projeto de Lei Complementar 038 de 7 de dezembro de 2009, assinado mecanicamente pela prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), é um documento infame. Deve ser votado hoje às 14h pela Câmara de Vereadores, custe o que custar.

Ele atesta o nível de arbitrariedade da atual gestão municipal. Segue aquele lema que chefetes periféricos adoram arotar: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Em essência, oficializa a tirania contra 57 jovens. Transforma-os em penduricalhos fardados, em vez de tratá-los como servidores públicos concursados, sob princípios da dignidade e isonomia.

A ideia embutida é manietá-los e amordaçá-los, sobretudo porque em poucos meses de atividade funcional, demonstraram alto nível de consciência política e destemor.  Ou seja, possuem "defeitos" inaceitáveis para qualquer poder arrogante e personalista: pensam e agem.

A prefeita que não manda patavina e o prefeito de fato que manda e desmanda, plenipotenciário Gustavo Rosado (PV), querem sabujos adestrados lhes prestando continência e reverência cerimonial. Versão de fazer inveja à Sucupira do dramaturgo Dia Gomes.

“(...) Deixar de cumprimentar superior hierárquico ou apresentar os sinais de consideração e respeito”, diz o projeto, levará o agente à advertência. “(...) Retirar-se da presença de superior hierárquico sem pedir a necessária licença” também é caso de indisciplina séria.

Lacaios

Já um servidor da Secretaria de Tributação ou da Educação, com o mesmo comportamento "insubordinado", não é passivo de punição. Dois pesos e duas medidas para empregados públicos da mesma esfera? Por quê?

O projeto que chegou às pressas à Câmara de Vereadores, para ser votado sem  uma simples espiada de soslaio dos vereadores, assusta pelo autoritarismo. Faz dos "amarelinhos" uma tropa de lacaios, em cima de um regimento militar abarrotado de deveres e quase omisso em vantagens.

Eles são civis, não militares. São servidores com os mesmos direitos e deveres dos demais. A lei em gestação os transforma em soldados sem armas. Discrimina-os, segrega-os, humilha-os. 

O conjunto de normas parece exumado do baú de algum remanescente da Waffen SS, tropa especial que prestava guarda particular ao "fuhrer" Adolf Hitler. Era uma elite preparada para matar e morrer por seu amo. De fidelidade canina. 

Apesar de servidores municipais serem regulados por um Regime Jurídico Único, a patota do Palácio da Resistência empurra esse monstrengo. O “jurista” que aprontou o texto parece um inábil magarefe. No manuseio das lâminas, esfola a lógica e coloca seus próprios patrões em embaraços.

O Control C (copia) e Control C (cola) foram feitos sem uma revisão mínima. É pouco provável que resista, mesmo aprovado cegamente pela maioria dos vereadores, a um questionamento judicial.

Pelo visto, incompetência é regra básica para ser integrante do circulo fechado da patota, além do jeito de abanar o rabo – sinalizando suposto carinho pelo dono. Tudo enquanto não vence o prazo de validade dos inquilinos desse poder. 

* Veja AQUI o que o Blog mostrou em primeira mão sobre esse projeto, na terça (8).  

P.S - 11h40 - Veja AQUI o Blog do Sindicato dos Agentes de Trânsito (SINDATRAN).


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Terça - 08/12/2009 - 12h20

Factóide para "pegar" vereador morre diante da razão

A montanha pariu um rato. E não poderia ser diferente, diante da leviandade com que se gerou mais um factóide bizarro na deprimente política contemporânea mossoroense, que vive uma espécie de "Era das Trevas".

A ideia era promover um linchamento moral e não a defesa da honra de alguém. Nem uma coisa nem outra ocorreu. Falou o bom senso. O humano.

A Câmara de Mossoró teve sessão hoje com discursos emocionais e emocionados, mas sob essência respeitosa. Em pauta, suposto preconceito pessoal do vereador Genivan Vale (PR) ao colega de Casa, Flávio Tácito (PSL). O fato (e não um "incidente") teria acontecido há poucos dias, quando ele e outros vereadores estavam em comum numa programação da Igreja Católica da cidade.

A pilhéria de um encontro social, integralmente aceita e absorvida por "Flavinho", ganhou status de insulto no círculo da imprensa azul-turquesa. Por quê? Simples.

Genivan tem incomodado muito. Parece indomável.  É bem-articulado e advém de origem familiar numerosa, além de muito conceituada socialmente.

Para complicar mais ainda a vida dos detratores, ele atua em cima de argumentações técnicas, sobretudo quando fala sobre temas como saúde, gestão pública e finanças estatais. 

Pensar é uma insolência, aos olhos dos donos do poder. O preço é caro.

"Embrulho"

Em plenário, o próprio Flavinho - emocionado, admitiu que não se ofendera com a brincadeira de Genivan quanto à sua sexualidade. Além de integrantes de um mesmo poder, os dois sempre tiveram relação social respeitosa e aberta fora da Câmara de Mossoró.

Flavinho reconheceu que houve superdimensionamento e distorção de uma situação banal. Não se tratou de um escárnio. A imprensa, ou parte dela, é que vendeu o caso em "embrulho" especial para imolar Genivan. Parecia ter, finalmente, encontrado um meio de "acabar" com o vereador que incomoda tanto. 

O vereador governista Flavinho evitou contrariar o "laboratório de intrigas" do Palácio da Resistência, sede do governo municipal, onde normalmente é preparado um leque de fórmulas para insultar, desmoralizar e agredir quem pensa diferente. Sentira-se "exposto" pela mídia e não por Genivan. Seu algoz não fora o vereador.

- Em momento algum fiz a brincadeira com intuito preconceituoso. Fiz como sempre faço com ele e o mesmo também brinca muito conosco - afirma Genivan.

Em plenário, o vereador do PR teve gesto de grandeza, algo raro em meio ao enredo protagonizado por atitudes nanicas, "espertezas" comuns à marginália. Pediu desculpas a Flavinho, se lhe parecera ofensivo o gracejo que sempre trocavam entre si. Ele, em soluços, aceitou-as.

Os dois emocionaram-se visivelmente. Vozes travadas e faces enrugadas denunciavam a comoção. Na plateia e parte do plenário, todos pareciam entender emudecidos: a razão falará em forma de emoção.

Nota do Blog - Meu caro Genivan, prepare-se para o pior. Proteja-se e à sua família.

Vem mais por aí. Esse episodio não é exceção e, sim, prática regular.

No Palácio da Resistência, a expressão chula mais empregada em relação a você, e a mim, é o "vamos pegar". Ou seja, linguagem própria dos periféricos morais, não de um ofício meritório como a política.

Mossoró vive a "Era das Trevas" , regredindo décadas em termos de costumes políticos.

O despreparo mistura-se à arrogância e ao desatino, consorciado por uma récua de pequenos predadores, que por qualquer migalha ou a "glória" de servir ao sumo-pontífice da mediocridade, é capaz de qualquer coisa.

Mas tudo passa. Até mesmo essa patota infame.


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Terça - 08/12/2009 - 10h02

A imagem do PR e de João Maia

Vi ontem pela TV inserções do Partido da República (PR). Colocava em evidência as obras viárias no Rio Grande do Norte, como pano de fundo para sublimar o deputado federal João Maia (PR).

Gostei.

Ótima edição de imagem, clipagem com takes (focos) diversos e bom aproveitamento do tempo fugaz da propaganda em televisão.

Creio que o parlamentar soube, com sua equipe de produção (de imagem a texto), passar mensagem didática. Associou o trabalho feito com o partido e sua ação política.

Parabéns.


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Domingo - 06/12/2009 - 21h30

A magia de um delicioso vício (com o hexa do Flamengo)

O Flamengo é hexacampeão. Não, não cola eco do tipo "eu já sabia". Mas o que vale é o resultado final. Merecido, que se diga.

O time de maior torcida no país teve méritos para chegar ao último jogo e, ao título, só dependendo de si.

Cresceu no momento certo.

Em boa parte da competição, o Fla não era reconhecido como grupo capaz de levantar a taça. Até mesmo sua torcida rosnava, inquieta, com a instabilidade da equipe.

Aos poucos, já no segundo turno, uma conspiração de fatores foi desenhando as cores rubro-negras para o hexa. A começar pelo "desabamento" de favoritos como São Paulo e Palmeiras. O Atlético-MG nunca me enganou e o Internacional sentiu a falta de Nilmar, um diferencial considerável.

Este foi, os números provam, o campeonato de menor nível técnico desde a escolha dos pontos corridos como regra basilar da competição. Faltaram craques, sobraram chutões, retrancas etc.

Entretanto a fórmula com várias opções de disputa dentro da disputa, sustentou o campeonato em alta dose de adrenalina até hoje. Não está em jogo só o título. Aí se concentra o segredo dessa emoção superlativa, apesar dos pontos corridos.

No Brasileirão existem quatro vagas para a Libertadores e mais sete para a Sulamericana. Lá embaixo tem ainda o "alçapão" com quatro times excluídos para a Série B.

Em síntese, de novo a magia do futebol envolveu milhões de pessoas em estádios, diante da TV e com radinho de pilha (ou Internet à mão). O ópio do povo é um delicioso e salutar vício.

P. S - Meu gostinho particular foi ver o Fluminense readquirir o respeito das outras torcidas, renovar a paixão do seu torcedor, exumar a força de sua tradição e mostrar que o "impossível" não é tarefa para fracos. Sua trajetória hercúlea é uma epopeia. Mantém-se na Série A quando os números indicavam que tinha 98% de chances de cair.

P.S - Aplausos ainda para o valente Botafogo, que superou muitas deficiências e problemas internos, para atropelar os autosuficientes paulistanos do São Paulo e Palmeiras.

P.S - Não se pode ignorar a serenidade de Andrade, o ex-jogador e hoje treinador do Flamengo, que prova como pode ser simples a tarefa de conduzir gente, transformar um amontoado de pessoas num time. Não podia ser diferente com quem foi craque elegante, técnico e inteligente. Nada é por acaso. 

P.S - Ainda é interessante assinalar, que esse campeonato pune a soberba e o mau humor de técnicos como Murici Ramalho (Palmeiras) e Vanderley Luxemburgo (Santos), que inexplicavelmente são rabugentos, apesar do ganho mensal superior a R$ 500 mil. Vá entender.


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Sábado - 05/12/2009 - 16h24

A imolação de Henrique Alves e seus efeitos colaterais

Exposto à execração pública e ao instantâneo linchamento moral, com juízo de valor definido, o deputado federal Henrique Alves (PMDB) promete falar. Marcou terça (8) para tal fim.

Por enquanto apresentou através de sua assessoria, uma nota (AQUI) de repulsa à acusação de que seria beneficiário de propina do "Mensalão do DEM" de Brasília. Está sob os holofotes do escândalo protagonizado pelo governador José Roberto Arruda e seu "panetone" de R$ 400 mil. 

No Rio Grande do Norte, especificamente, os desdobramentos do caso avançaram mais um pouco. Mas de forma diferente, sob outros interesses.

Está em jogo a submissão de Henrique, num processo de imolação capaz de transformá-lo em peça descartável na mesa de negociações para 2010.

O estratagema faz parte da "caixa de ferramentas" do manual político de qualquer prócer partidário potiguar. É recorrente. Em cada pré-campanha ou campanha, é utilizado como arma letal.

Alegria de uns, tortura psicológica para outros.

Nesse enredo, não deixo de fazer uma pergunta elementar e pertinente:

- A quem interessa Henrique subjugado?

O perigo dessa operação, é que seus efeitos colaterais terminem respingando em algozes embutidos, sempre habilidosos na manipulação de gente e fatos.

De antemão, é fácil perceber que a distância entre os primos Henrique e senador Garibaldi Filho (PMDB) encurtou um pouco menos, com esse incidente.

Se apertarem um pouco mais podem produzir um resultado que parecia impossível de se materializar, na política contemporânea estadual: que ambos continuem unidos num mesmo lado.

Os dados estão na mesa. Façam suas apostas. Mas prestem atenção no movimento de cada jogador.


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Sábado - 05/12/2009 - 12h41

O placar da promiscuidade e o futuro partidário

O jogo está literalmente empatado. Mensalão e cueca com dinheiro para cada lado. Temos aí um severo 2 x 2.

Ninguém pode empinar o dedo ante o nariz alheio. Ambos estão sujos. Exalam um péssimo odor.

Essa a prévia da campanha eleitoral de 2010, observando-se o cenário nacional, com a rivalidade entre o PT x PSDB/DEM.

Há quem pregue o fim de qualquer tipo de discussão sobre ética e costumes administrativos. O tema seria proibitivo e o próprio povo indisposto a ouvir qualquer argumento ou pregação sobre questões dessa ordem.

Seria o fim do pluripartidarismo, esse modelo que foi resgatado ao final dos anos 70 no processo de "redemocratização" do país?

Não creio. Talvez seja uma boa hora para zerar e recomeçarmos.

Não concordo com teses, discursos e números enviesados que procuram mostrar nossa falta de tradição partidária. Não é por aí. O que não possuímos é longevidade democrática e reverência às leis.

Temos pouco mais de 509 anos de história formal e 120 anos como República. Desse espaço de tempo, o período de maior estabilidade de um sistema parecido com democracia, é o que experimentamos desde 1989, a partir da primeira eleição presidencial após o regime militar de 1964.

É muito pouco para termos a ousadia de proclamar que vivemos num Estado Democrático. Fazemos parte de um simulacro disso, mas estamos num bom caminho, apesar dessa abundância de escândalos.

Pagamos o preço pelo longo "apagão" político promovido por militares e alguns civis. O que sobrou dessa época, boa parte continua aí. Herança maldita em forma de gente e hábitos que antes eram camuflados pelo arbítrio.

O caos pode ter o papel de um "Big Bang", criando as condições à formação de um novo universo político-eleitoral-social brasileiro. Contudo, é impossível que testemunhemos o nascimento dessa ordem, com os mesmos personagens que há décadas infelicitam a nação.

Partidos são organizações civis, como clubes de futebol, sindicatos etc. São formados por gente. Pena que os principais líderes dessas instituições partidárias, não passem de mafiosos, oligarcas, patrimonialistas e bandidos reles.

Com essas figuras, não há partido que resista. Como no futebol, se está ruim algo precisa ser feito: muda-se o técnico, um jogador, o time inteiro ou a diretoria. Na política a regra não deve ser diferente.

O Brasil paga preço oneroso por manter esses predadores em evidência, no topo do Olimpo. Com essa récua, não há reforma partidário-político-eleitoral. Se mudar, estão fora.

Com Arruda, Sarney, Dirceu, Calheiros e outros não há mudança.

Contudo qualquer alteração de rumo passa pela base, pela massa aqui embaixo. O que ela enxerga acima é um pouco do seu auto-retrato.


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Quinta - 03/12/2009 - 22h10

Hiper Bom Preço dá as cartas no trânsito em inauguração

O Hiper Bom Preço inaugura loja em Mossoró hoje e premia a cidade com interdição do trânsito sua área.

O privado priorizado em relação aos interesses da maioria.

Mas "ouço" no Twitter - www.twitter.com/bcarlossantos - quem considere "normal", pois "sempre acontece".

É esse nosso conformismo, imobilismo e leniência que nos transformam em massa de manobra, povo-manada.

Abrimos mão do livre arbítrio e adotamos a expressão "é assim mesmo" como lema de vida. Inconscientemente somos vítimas do complexo de inferioridade.

Mas um dia a gente aprende.


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Segunda - 30/11/2009 - 09h26

O cadáver no armário do DEM

A crise do DEM de Brasília respinga no RN?

Não necessariamente. Mas equilibra discurso na luta nacional, fragilizando o partido do senador José Agripino (DEM).

No placar, pelo visto, tem um "mensalão" para cada lado.

O governador José Roberto Arruda (DEM), envolvido em escândalo de compra de políticos para amparo em base parlamentar, era "vendido" como gestor exemplar. Seu governo era proclamado como "obreiro" e "honesto".

A operação da Polícia Federal deixa pouca margem à dúvida quanto ao envolvimento do governador no esquema. Até imagem com ele negociando a grana está por aí.

Hoje, Arruda é um político putrefato. Exala péssimo odor. Sua decomposição pode afetar pesadamente o DEM, mesmo que seja expurgado às pressas.

Não é fácil conviver com um cadáver político no armário. E esse fede além da conta.


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Segunda - 23/11/2009 - 15h30

Eleição de Fernando Lucena e Fátima Bezerra

Alguns internautas perguntam-me se a eleição do ex-vereador Fernando Lucena (PT) à presidente do PT, em Natal, causa alguma consequências aos planos de reeleição da deputada Fátima Bezerra (PT).

Não vejo qualquer relação direta entre um acontecimento e esse  projeto de reeleição.

Fernando compõe a tendência "PT pela base", liderada no Rio Grande do Norte pelo deputado estadual Fernando Mineiro (PT). Nâo obstante divergências naturais entre Mineiro e Fátima, existem muitos pontos em comum.

Os dois marcham para uma dobradinha com consideráveis possibilidades de êxito, com reeleição dos dois.

Particularmente, eu entendo que o partido comete erro crasso ao não aproveitar a "Era Lula" para também tentar crescer no RN. Abdicar de candidaturas a postos majoritários e apenas se contentar com renovação de cadeiras à Câmara Federal e Assembleia Legislativa, em nome de "Dilma Presidente", é uma derrapada histórica.

O PT talvez esteja cometendo um "harakiri". Suicídio.

Mas o tempo e o futuro dirão se estou precipitado nessa análise. Ou não.


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Segunda - 23/11/2009 - 14h16

Tudo a seu tempo, com Iberê no governo

Fatos e declarações recentes, que vão se desencadeando, não deixam dúvidas: o vice-governador Iberê Ferreira (PSB) está em plena pré-campanha a governo.

O episódio mais atual e ainda quentinho, que prova essa assertiva, é a entrevista coletiva de hoje ao meio-dia na Governadoria. Com status de governador, Iberê anunciou convocação de 650 pessoas (veja matéria mais abaixo) para as fileiras da Polícia Militar.

Dá resposta em forma de notícia auspiciosa aos apelos da sociedade, que clama por segurança. Ou seja, personifica uma medida popular.

Quem conhece bem o perfil e a história da governadora Wilma de Faria (PSB), sabe que ela nunca foi de dividir poder, partilhar prerrogativas do executivo e muito menos abrir mão de faculdades inerentes ao cargo que assumiu. É centralizadora e só houve antípodas para parecer generosa e democrática.

Porém tudo isso tem acontecido com Iberê, nome natural à sua sucessão. Prego batido, ponta virada.

O anúncio é uma questão meramente burocrática e de estrategia política.

Tudo a seu tempo. 


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Sábado - 21/11/2009 - 16h21

"Pedra" em família

A cada dia fico mais perplexo com a escalada da droga no país e, em especial, em nossa comunidade. Parece incontrolável. O crack, principalmente.

Num rápido bate-papo ao vivo com um fiel webleitor desta página, a gente comenta o incidente em que o agente de trânsito Ítalo Thiago foi alvejado com três tiros. O viés da conversa é discutir violência e o papel das drogas nesse contexto.

- Pertinho de minha casa há uma família inteira contaminada pelo crack: a avó, sua filha e três netos (as) - relata ele. "Todos são viciados", sustenta.

O que dizer diante de relato tão aterrador?

O tecido e as entranhas da sociedade estão sendo dilacerados e a "pedra" não campeia apenas entre membros da ralé. Subiu alguns degraus e chegou à classe média-média alta.


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Quinta - 19/11/2009 - 22h16

Que vença a OAB

Os bastidores (ou submundo) das eleições da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)-Mossoró estão fervendo.

No céu, na terra, no rio e na Net, a batalha é sem trégua.

É pra valer. Talvez um vale-tudo.

As chapas 1 e 2 engalfinham-se em prélio titânico pelo voto de cada um dos membros do colégio eleitoral dessa importante entidade civil.

A partir de 8h de amanhã, formalmente, começa a votação. Nas primeiras horas da noite haverá anúncio oficial quanto ao vencedor (a).

O "day after" (dia seguinte) pode ser mais importante do que saber quem é o vencedor.

A própria entidade pode ser a maior perdedora, caso não administre com sapiência as vaidades e sentimentos menores que prosperam na disputa. 

Quem será o novo presidente, Humberto Fernandes (Chapa 1) ou Samara Couto (Chapa 2)?

Que vença a OAB.


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Quinta - 19/11/2009 - 13h33

De Lula, Kubistcheck e Vargas

Lula é, certamente, o maior fenômeno popular e populista da política brasileira, desde os primórdios republicanos.

Desde menino não vi nada igual. Nada parecido. Por testemunho de gente mais madura, ouço relatos sobre o "pai dos pobres" - Getúlio Vargas.

Também me contam sobre o carisma de Juscelino Kubistcheck, aquele dos "cinquenta anos em cinco".

Leio, estudo muito, releio, confronto informações e opiniões. Difícil mesmo encontrar exemplar a superação de Lula.

Mas é delírio, mesmo para Lula, se acreditar que ele pode tudo. Ficou maior do que seu partido, o PT. Contudo não é uma panacéia eleitoral. Longe disso.

Foi assim antes. Deve ser assim no próximo ano, mesmo com a azeitada máquina pública a serviço de seus candidatos.

"Lula elege até um poste", dispararam num passado recente. A "posteação" com Marta Suplicy e outros nomes foi derrubada por adversários diversos, graças a vontade popular que reconhece e ovaciona o presidente, mas o separa do partido, de aliados e eventuais candidatos.

Não cabe como verdade política nem serve como mito, a crença de que Lula pode tudo. Há muitos meses assinalei aqui o seguinte: em 2010 teremos as primeiras eleições diretas à presidência desde 1989, sem a participação direta do ex-operário.

São 21 anos de Lula candidato derrotado, Lula candidato vencedor.

Para 2010, a experiência de um Lula não-candidato precisará ser perscrutada por marqueteiros, candidatos e sociedade. A compreensão dessa realidade pode evitar muitos vexames e delírios.

Lula é "o cara"? Pode ser. Mas já fora antes o "sapo barbudo" descrito por Leonel Brizola e derrotado por Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso em três pleitos presidenciais.

Como a vida, a atividade política também obedece a esse movimento de gangorra: um dia estamos lá em cima, noutro aqui embaixo.  Só os sabujos estão sempre no topo, mesmo que de joelhos encardidos, coluna cervical curvada e nádegas à mostra.


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Quinta - 19/11/2009 - 09h35

A Unidade Potiguar e a chuva de verão

Quando algumas lideranças políticas reuniram-se à tarde do dia 11 de agosto deste ano, na sede do PMDB em Natal (Candelária), surgia oficialmente a "Unidade Potiguar".

O que unia os deputados federais Henrique Alves (PMDB), Fábio Faria (PMN) e João Maia (PR), além do deputado estadual Robinson Faria (PMN) era uma promessa pública: todos estariam juntos no mesmo palanque do presidente Lula e do seu candidato (a) presidencial em 2010.

Ao mesmo tempo, de forma implícita, pairava no ar a disposição de emparedar a governadora Wilma de Faria (PSB), a ponto de equilibrar o nível de diálogo no governismo estadual com vistas à campanha do próximo ano.

Passados mais de três meses, a Unidade Potiguar hoje não pode assegurar a primeira promessa, nem conseguiu o segundo intento.

É, em verdade, uma contradição à sua própria nomenclatura. Quase faz-de-conta.

Henrique não consegue sequer juntar os cacos do PMDB, até bem pouco tempo uma "grife" da política partidária potiguar;

João Maia sustenta a tese de que é candidatíssimo ao governo, mas admite seguir Robinson em qualquer decisão. Porém pode refluir;

Robinson empina pré-candidatura ao governo, mas com hipótese de apoiar projeto da oposicionista Rosalba Ciarlini (DEM). Difícil marchar em faixa própria ao lado do filho Fábio.

Fora dessa barafunda, o vice-governador Iberê Ferreira (PSB) prossegue célere para ser candidato de Wilma à sua sucessão e Rosalba se fortalece com o fracionamento do governismo.

Olhando daqui, dessa distância temporal, fica risível a expressão "freio de arrumação". Ela foi utilizada por Henrique para justificar o surgimento da Unidade Potiguar. Transformou-se num cavalo-de-pau: levantou poeira, causou perplexidade e não acrescentou nada.   

Vale lembrar que os líderes desse bloco ainda asseguraram que, em poucas semanas, iriam apresentar um programa-esboço à sociedade, com prioridades para a gestão do Estado.

Chuva de verão. A Unidade e suas promessas.

Veja AQUI a série de matérias e comentários sobre a Unidade Potiguar, que escrevemos desde o seu nascedouro. Estava escrito.


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Quarta - 18/11/2009 - 10h20

Discutindo a relação

Em política, como na vida a dois, é terrível quando se começa a "discutir a relação". 

É o que se vê com o deputado federal Henrique Alves (PMDB) e Garibaldi Alves Filho (PMDB), via telefone. Um no Brasil, Brasília; o outro nos Estados Unidos, Nova Iorque.

A luta pelo poder é tão primitiva e dilacerante quanto à própria existência humana.


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Segunda - 16/11/2009 - 09h38

Garibaldi ao governo, números que incomodam

Através da rede de microblogs Twitter (www.twitter.com/bcarlossantos), o ex-senador Geraldo Melo provoca assunto pertinente. Fala dos subterrâneos da política potiguar.

- Todo mundo sabe. Ninguém diz: pesquisa muda muito com Garibaldi Filho (PMDB) na chapa para governador - assinala Geraldo.

Em pesquisas qualitativas que circulam nas mãos de poucos, o nome de Garibaldi é colocado em simulação de disputa e aparece em considerável relevo.

Ocorre que Garibaldi quer vida mansa: o "céu". O Senado, para ser mais preciso.

Depois que a governadora Wilma de Faria (PSB) ticou seu selo de invencibilidade, o senador não quer nem ouvir falar em nova jornada ao governo. O assunto lhe causa mal-estar.

Mas é certo que a postulação de Garibaldi seria uma espécie de panacéia, para acomodar quase todos os interesses dos caciques da política potiguar.

Seria como aquelas gororobas vendidas nas feiras sertanejas, que curam de dissenteria, matam piolho e ajeitam "espinhela" caída.

Garibaldi candidato a governador, praticamente uniria a base governista estadual, abriria espaço à eleição tranquila de Wilma ao Senado e de José Agripino (DEM) à reeleição.

O imbróglio seria mesmo nas urnas, na própria corrida ao governo, contra até aqui favoritíssima Rosalba Ciarlini (DEM).

Como na atual conjuntura da política potiguar ninguém é de ninguém, o que se assemelha a um serralho de beira de cais, tudo é possível.


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Sexta - 13/11/2009 - 15h32

Multas e costumes do trânsito de Mossoró

Vejo na capa do Jornal de Fato de hoje que em dez dias, a Gerência de Trânsito de Mossoró (GETRAN) capitalizou mais de R$ 40 mil em multas. Pega o motorista infrator pelo bolso.

Ao mesmo tempo percebo um burburinho, uma onda de queixas e comentários desabonadores, quase em tom de insultos, contra o trabalho dos "amarelinhos".

Bem, não vejo como exagerado o montante financeiro, que deriva de deslizes no trânsito. Talvez estivéssemos mal-acostumados com o "jeitinho" de antes.

Outro ponto: é compreensível a chiadeira.

Segundo Confúcio, célebre pensador chinês que viveu há mais de 2.500 anos, só existem duas formas de educar: pela formação infanto-juvenil e pela injunção pecuniária. Se a primeira falhar, o jeito é utilizar a segunda.

Quem não possui a disciplina de base, a terá pelo temor de perder dinheiro.

Ninguém pode alegar desconhecimento da lei ou falta de tempo para "se preparar" à nova ordem.

Ao mesmo tempo, é significativo salientar que quem se sentir prejudicado por excessos de qualquer agente de trânsito, pode recorrer ao questionamento administrativo. Eles, os agentes, também não estão acima da lei e não são a última palavra.

De minha parte, que não sou supra-sumo de talento ao volante, ando com cuidados redobrados. Até porque não me sobra mufunfa à prodigalidade do pagamento de multas.

Acostumemo-nos em andar na lei. Adiante, todos agradeceremos pelos resultados que tendem a emergir, como melhor ordenamento do trânsito.


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Quinta - 12/11/2009 - 13h06

Segue no TSE luta jurídica por mandato em Mossoró

Outros webleitores perguntam se a demanda sobre pedido de cassação da prefeita Fátima Rosado (DEM) está encerrada. Fim da linha?

A decisão monocrática (ou seja, individual) da ministra Carmen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), surpreendeu a muita gente. Contudo, esclareço, o inesperado foi ela substituir o relator do caso - ministro Joaquim Barbosa, que estava licenciado.

É provável que o caso ainda passe ao crivo do Pleno (plenário) do TSE.

Agora saber o resultado disso... são outros quinhentos. Não dá para antecipar, nem com bola de cristal.

É aguardar o desenrolar dos acontecimentos.


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Quinta - 12/11/2009 - 12h45

Escreva e comente sobre o debate da OAB

Vários internautas pedem opinião do Blog sobre debate ontem entre os candidatos a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)-Mossoró.

Vêem o Blog em condições de potencializar essa dialética necessária, entre o atual presidente Humberto Fernandes (Chapa 1) e Samara Couto (Chapa 2).

Obrigado pela palavra de incentivo e confiança.

Mas não posso atendê-los. Não pude acompanhar o programa "Conheça seus direitos" através da TV Mossoró, apresentado pelo juiz Herval Sampaio Júnior, onde ocorreu o debate.

O que ouvi é umectado de paixão e até mesmo ranço. Dos dois lados.

Comentar algo tão sério por "ouvi dizer", não o farei.

Mas o espaço está aberto à intervenção de quem acompanhou o programa. Com ou sem paixão. Mas por favor, sem o desnível do sentimento menor.

Portanto, fiquem à vontade. Esse é um fórum de debates permanente, sempre aberto às boas causas.

Escreva. Comente.


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Terça - 10/11/2009 - 09h40

PT - um partido à reboque dos acontecimentos

O PT do RN vive uma perigosa situação: apenas assiste PMDB, PSB, DEM e outros no blablablá. Fica à reboque.

A estratégica que o partido adota, priorizando a eleição da ministra Dilma Roussef (PT), pode ter efeitos colaterais devastadores. A princípio não terá candidatos próprios a governo e Senado. Contenta-se em reeleger Fátima Bezerra (PT) à Câmara Federal e Fernando Mineiro (PT) à Assembleia Legislativa. 

Enquanto praticamente todos os demais partidos priorizam o cotidiano paroquial, o PT/RN ignora essa realidade.

E se Dilma não vencer as eleições? Quais os efeitos do estratagema de olhar nacional, na política nativa do RN?

O partido tem encolhido, apesar do fenômeno Lula e da hegemonia política em dois mandatos presidenciais seguidos.

Nesse ínterim, se enroscou com PMDB e outros adversários históricos, sem conseguir com isso o próprio crescimento.

Exemplo claro desse prejuízo é Mossoró: foi praticamente "arrendado" para a temporada de campanha municipal 2008 pelo grupo rosadista, a quem combatia desde seu advento no início dos anos 80 na cena política mossoroense.

Depois da disputa municipal, o PT ficou com o ônus da união. Já tivera dois vereadores e nomes emergentes à disputa à prefeitura. Hoje nem isso.

Nas próximas eleições caminha para não ter sequer nomes à Câmara Federal e Assembleia Legislativa, originários do município. Definha, encolhe, atrofia mais ainda.


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